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Câmara lenta a cumprir promessas

Câmara lenta a cumprir promessas

Munícipe deu terreno ao município de Santarém e continua à espera das obras em casa

A Câmara de Santarém garante que vai honrar as promessas feitas no anterior mandato aos proprietários dos terrenos doados aquando do arranjo da Estrada Nacional 365.

Edição de 10.05.2006 | Sociedade
A casa onde habita Maria Augusta Fortes está em risco de lhe cair em cima porque a Câmara de Santarém ainda não cumpriu o compromisso de fazer obras no imóvel em troca de uma parcela de terreno. O “negócio” foi feito em Agosto pelo então vereador do PS, Manuel Afonso. O actual vereador das obras municipais, Mário Santos (PSD), garante que só agora tomou conhecimento do caso.No dia 11 de Agosto de 2005 Maria Augusta Fortes assinou um acordo para doar ao município “cerca de 300 metros quadrados” para instalação de uma paragem de autocarros na Estrada Nacional 365, na zona das Fontaínhas, no âmbito da beneficiação dessa via.No documento refere-se que tal cedência teria efeito desde que “se proceda à reposição do telhado, substituição de porta e janelas e picagem, reboco e pintura de paredes exteriores e interiores da sua habitação”. O espaço para a paragem já foi feito, mas as obras na casa de Maria Augusta ficaram esquecidas.Com 74 anos de idade, a proprietária do espaço desespera à espera das obras que lhe prometeram e que lhe deram a esperança de acabar com as infiltrações. Vive com uma filha deficiente e desabafa que tem medo que um dia a casa lhe desabe em cima. Os receios estendem-se à ausência de portão na entrada de terreno, que foi retirado aquando da beneficiação da estrada que implicou a construção de um muro para suster os terrenos que estão numa quota mais alta. A caixa do correio da habitante foi arrancada e a pequena construção em alvenaria onde estava resguardado o quadro eléctrico, à entrada da propriedade, foi destruída. Tomás Fortes, filho da proprietária, reside em Vale de Santarém e confessa que está sempre com medo que entre alguém na desprotegida propriedade para assaltar a mãe. Como aconteceu no ano passado, quando um homem conseguiu furtar-lhe 50 euros. O ex-vereador das obras municipais, o socialista Manuel Afonso, disse a O MIRANTE que a autarquia não fez logo as obras na habitação porque entretanto surgiram as eleições autárquicas. Nas quais, recorde-se, o PS perdeu a câmara para o PSD. Mário Santos, que agora é o vereador do pelouro, garante que foi ao local com os técnicos municipais assim que tomou conhecimento da situação, há cerca de 15 dias. E, diz, verificou-se que “foram feitos várias promessas e acordos, uns verbais outros escritos, que não foram cumpridos e que o actual executivo (social-democrata) desconhecia”. Uma situação que Manuel Afonso não aceita. “Sempre que fui fazer acordos fui com os técnicos da câmara, que conhecem os processos. Basta ao vereador Mário Santos falar com eles para se inteirar dos casos”. Mário Santos diz que não é bem assim e que é preciso fazer um levantamento completo porque muitos acordos não ficaram escritos. E explica que na visita que fez ao local detectou-se logo que falta fazer a vedação do Lar de S. Domingos, há portões para repor e melhoramentos para fazer no acesso a várias propriedades. O vereador diz que vai honrar os compromissos assumidos pelo seu antecessor, prometendo resolver os casos o mais rápido possível.
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