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Cemitério quase esgotado

Cemitério quase esgotado

Há oito anos que a Junta de Freguesia de Atalaia tenta alargar o espaço

O cemitério de Atalaia está a atingir o limite. Há oito anos que a junta de freguesia tenta comprar o terreno contíguo para poder alargar o espaço. Sem sucesso.

Edição de 10.05.2006 | Sociedade
O cemitério de Atalaia, Vila Nova da Barquinha, tem actualmente 29 sepulturas vagas para uma média de falecimentos na freguesia de 17 pessoas por ano. Se a estatística se mantiver, no final do próximo ano a capacidade estará esgotada.Entende-se assim a preocupação do presidente da junta de freguesia, Nuno Gameiro, em querer avançar o mais rapidamente possível com a ampliação do espaço e tentar recuperar quase uma década de tempo perdido.“Temos a obra uma década atrasada” admite Nuno Gameiro, adiantando que há oito anos que anda a tentar negociar a compra do terreno contíguo para se poder fazer a obra.Até hoje não foi possível mas o autarca está convicto que este ano se pode finalmente fazer a aquisição e concretizar o que, mais que um desejo, é uma necessidade da população. O projecto de alargamento foi feito pelo GAT de Torres Novas em Outubro do ano passado mas tem vindo a sofrer alguns ajustamentos, devido ao seu elevado custo. Nuno Gameiro diz que os 700 mil euros estimados para a realização da obra obrigam a que esta seja feita por várias fases.O que interessa, salienta o autarca, é que se resolva rapidamente o problema da compra do terreno. Um problema, diz o presidente da junta, que terá sempre de passar por um entendimento com o proprietário do espaço.Nuno Gameiro refere que as coisas estão bem encaminhadas e que o seu executivo está a elaborar um conjunto de propostas para pôr em cima da mesa numa próxima reunião com o proprietário.“Temos vários cenários em vista para que consigamos o que pretendemos”, diz o autarca, adiantando que a concretização do negócio pode passar inclusivamente pela troca de terrenos.Nuno Gameiro escusou-se a entrar em mais pormenores, considerando ser ainda prematuro avançar com dados que ainda estão a ser equacionados. Para José Maria, o sócio da Fábrica de Vinagres do Entroncamento que é dono do terreno contíguo ao cemitério de Atalaia, também ainda é demasiado cedo para falar do assunto. “Estão a ser dados os passos processuais e negociais necessários para se chegar a um entendimento”, referiu o proprietário, não querendo adiantar mais pormenores.O projecto de ampliação do cemitério prevê uma nova área de 3.300 metros quadrados, quando actualmente a sua área é de 2.500 metros. “Está pensado para durar mais de cem anos sem ser necessário mais alargamentos”, refere o presidente da junta. Que não tem a pretensão de ver a obra feita no seu mandato.“O meu objectivo é resolver o problema do terreno e deixar encaminhada a questão do financiamento”, diz, recordando que não há apoios comunitários para este tipo de projectos.Margarida Cabeleira
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