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Chamusca quer acesso directo ao Parque Eco

Presidente da câmara deixou reivindicação na assembleia da CULT
Edição de 10.05.2006 | Sociedade
O presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU), defende que o concelho terá direito à criação de um acesso directo do Itinerário Complementar (IC) 3 ao futuro Parque Eco caso se avance com a construção dessa via na região. O processo de conclusão do IC3 – que vai atravessar o distrito de Almeirim a Tomar - arrasta-se em estudos prévios há cerca de dez anos.As declarações foram proferidas durante a assembleia da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT), reunida sexta-feira em Santarém. O autarca aproveitou para fazer o ponto de situação da criação dos dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Industriais Perigosos no seu concelho.Sérgio Carrinho entende que caso a autarquia venha a obter a licença para a criação do Parque Eco (uma área onde serão instaladas empresas e estruturas ligadas ao tratamento e reciclagem de resíduos), terá de reunir-se com a Estradas de Portugal (EP) e com o Ministério do Ambiente. A intenção é definir um acesso que evite o atravessamento de localidades por parte dos camiões de transporte de resíduos.O edil lembrou que o estudo de impacto ambiental do tráfego de viaturas dentro e fora das povoações, nos itinerários complementares e principais e na auto-estrada foi concluído em 11 de Abril. E que o acesso mais próximo ao futuro Parque Eco faz-se pela A23 com previsão de atravessamento da ponte de Constância. Durante a assembleia o deputado do PSD, João Lopes, questionou como se irá proceder em relação à possibilidade de circularem diariamente mais de 100 veículos pesados com matérias perigosas para os Cirver pelo meio de algumas localidades. Questionou ainda se estava acautelada a drenagem em segurança de lixiviados nos terrenos dos aterros. O presidente da Câmara da Chamusca revelou que cerca de 100 mil toneladas de lixo são já depositadas mensalmente no aterro para resíduos urbanos da Chamusca, com matérias também provenientes dos concelhos de Oeiras, Sintra e Cascais, que não lhes conseguem dar escoamento.Sérgio Carrinho lembrou também que, actualmente, circulam dezenas de veículos pesados em direcção ao aterro de resíduos industriais banais.O líder da CULT e também presidente da Câmara de Almeirim, José Sousa Gomes (PS), indicou que não é desejável que os resíduos perigosos sejam transportados pelo meio de localidades. Sérgio Carrinho esclareceu que os Cirver são equipamentos de segurança máxima, que serão regularmente acompanhados pelas brigadas do ambiente da GNR e pelo Centro Distrital de Operações de Socorro que vão integrar a sua comissão de acompanhamento.

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