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Fogo em autocarro alastrou ao eucaliptal

Fogo em autocarro alastrou ao eucaliptal

Viatura da Rodoviária do Tejo ficou completamente destruída

O incêndio que começou no autocarro alastrou a um eucaliptal do Alto do Vale, onde o motorista parou por lhe cheirar a borracha queimada.

Edição de 10.05.2006 | Sociedade
A Rodoviária do Tejo (RT) abriu um inquérito para apurar as causas do incêndio que destruiu um autocarro da empresa, na segunda-feira, na zona do Alto do Vale - no limite dos concelhos de Santarém e Cartaxo. Segundo informou o administrador executivo da empresa, Orlando Ferreira, a viatura vai ser inspeccionada nas oficinas da transportadora. O responsável não descura a hipótese de ter havido um curto-circuito no autocarro de dois pisos, que fazia a carreira rápida Lisboa - Peniche e circulava na altura sem passageiros. O administrador garante que casos destes são raros, recordando-se apenas de uma situação idêntica há cerca de cinco anos em Leiria. Na altura o curto-circuito foi provocado por ratos que danificaram os fios do veículo da RT. O administrador sublinha que o autocarro tinha sido adquirido novo em Portugal em 1996. Tinha sido inspeccionado recentemente. Ao contrário de outros veículos da empresa, este está distribuído a um motorista único que faz o circuito, o que à partida garante um cuidado maior na sua utilização e manutenção.Eram cerca de 17h40 quando o autocarro, que circulava na Estrada Nacional (EN) 3 em direcção a Santarém, começou a arder. O motorista ao sentir um cheiro intenso a borracha queimada resolveu parar em frente à fábrica Ipetex.Alertado pelo porteiro da fábrica de que havia chamas na traseira do autocarro, onde se situa o motor, o condutor Albertino Silva saiu da viatura e ambos ainda tentaram controlar as chamas com recurso a um extintor. Mas sem resultado.Senti um cheiro intenso a borracha queimada à passagem por Vila Chã de Ourique. Mas resolvi continuar já que os manómetros do autocarro não indicavam nada de anormal”, recordou o motorista a O MIRANTE, acrescentando que em 30 anos de serviço este foi o primeiro grande susto.O autocarro tinha acabado de deixar 40 passageiros no Cartaxo. “É hábito esta carreira ir sem pessoas para Santarém porque há outra que faz esse trajecto”, explicou Albertino Silva.A intensidade das chamas alimentadas pelos estofos da viatura provocou projecções para um eucaliptal. Quando os bombeiros Municipais do Cartaxo e Voluntários de Santarém chegaram já pouco havia a salvar do autocarro.Vinte e seis bombeiros apoiados por quatro viaturas de combate a incêndios e dois autotanques preocuparam-se então em extinguir as chamas que alastraram a uma faixa significativa de eucaliptal situada à beira da EN 3. Cerca das 19h15 procedia-se ao rescaldo das operações. A circulação automóvel esteve condicionada no local cerca de duas horas. Um mecânico da RT esteve no local para verificar o que podia ter sucedido, mas o estado de destruição do autocarro não permitiu retirar conclusões. Ricardo Carreira
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