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Onde pára o dinheiro?

Onde pára o dinheiro?

Câmara garante que já pagou os serviços gratificados à PSP, mas agentes não receberam

Os polícias que nas horas de folga prestam serviços para a Câmara de Santarém alegam que estão a arder com seis meses de serviços gratificados em atraso.

Edição de 10.05.2006 | Sociedade
O alegado atraso no pagamento dos serviços gratificados a agentes da PSP de Santarém está a revelar-se um caso de polícia. Os elementos da autoridade dizem que não recebem os serviços que fazem para a Câmara de Santarém há vários meses. A autarquia garante que já processou os pagamentos à corporação. E o comando da PSP remete-se ao silêncio. A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) já recebeu queixas de vários agentes que fazem os gratificados fora das horas normais de serviço. Segundo os relatos que chegaram à ASPP/PSP, os polícias têm por receber os serviços que fizeram nos meses de Setembro, Dezembro e desde Janeiro até à data. No total, segundo as contas da associação, o montante em causa ronda os oito mil euros. Segundo Vítor Lopes, da direcção nacional da ASPP/PSP, “os agentes estão-se a queixar porque precisam daquele dinheiro que serve de complemento ao ordenado, que ronda os 900 a mil euros, consoante os anos de profissão”. Vítor Lopes explica que os gratificados, como é o caso da fiscalização aos parquímetros, são feitos por períodos de quatro horas que são retirados pelos agentes ao convívio com a família e ao descanso. O valor de cada gratificado é de cerca de 28 euros se for durante o dia e 42 euros à noite. Os atrasos nos pagamentos está a afectar psicologicamente os elementos, sustenta a associação, porque “quem trabalha gosta de receber”, salienta Vítor Lopes. O dirigente da associação sindical recorda que no início de 2005 houve uma situação idêntica e nessa altura alguns agentes deixaram de se oferecer para fazer estes serviços nos seus tempos de folga. Para além da fiscalização aos parquímetros, os agentes da PSP prestam outros serviços ao município, como o policiamento do mercado quinzenal, de festas e actividades onde seja necessária a presença de agentes da PSP, entre outras. Contactado por O MIRANTE, o vice-presidente da Câmara de Santarém, Ramiro Matos (PSD), garantiu que já enviou os pagamentos para o comando da PSP de Santarém, à excepção de duas facturas do mês de Abril. No entanto, garante a ASPP/PSP, o dinheiro ainda não chegou aos agentes.O comandante distrital da PSP, superintendente Levy Correia, não quis falar sobre a situação, alegando que é um assunto que apenas diz respeito às duas instituições. E que o mesmo não deve ser tratado na praça pública.
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