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Oriente esperou oito anos por salas de espera

Oriente esperou oito anos por salas de espera

Passageiros do concelho de Vila Franca aplaudem decisão

Oito anos depois da inauguração da estação do Oriente, os passageiros vão ter salas de espera. O projecto tem a assinatura do arquitecto Miguel Arruda e a obra ficará pronta em Julho.

Edição de 10.05.2006 | Sociedade
Oito anos depois de estar concluída a Gare do Oriente vai ter finalmente salas de espera. Uma notícia bem recebida por quem utiliza regularmente a estação, já que a espera pelos comboios se tornava muitas vezes desagradável em condições atmosféricas adversas. Amílcar Silva, de Vila Franca de Xira, utiliza a Gare do Oriente quase todos os dias por razões profissionais. Para este utilizador, a estação “não está feita para quem anda de comboio”, já que faltam as condições para os utentes. Por isso a construções das quatro salas de espera é vista por Amílcar Silva como fundamental para o bem estar dos utilizadores.É também por questões profissionais que Maria da Conceição utiliza diariamente a estação do Oriente. “Ainda bem que se decidiram finalmente a fazer as salas de espera. Para quem apanha o comboio a partir das 22h00, como eu, não há condições para estar ali. Já apanhei muito frio no Inverno à espera do comboio”, refere. A construção das salas de espera estava prevista desde o início, mas só agora arrancou. A obra está a cargo da Gare Intermodal de Lisboa, uma entidade empresarial que reúne a Refer, o Metro e a Parque Expo, que gere a estação. O facto de não depender directamente da CP ou da Refer terá sido um dos motivos do atraso da construção. Marta Guiomar, de Samora Correia, aplaude a realização da obra e lamenta que tenha sido necessário esperar oito anos para que fossem dadas as condições aos utilizadores da Gare do Oriente para aguardar o comboio. Rita Santos, do Sobralinho, e Patrícia Cordeiro, de Alhandra, utilizam a estação frequentemente para ir ao Parque das Nações. Para Rita Santos “não fazia sentido uma estação daquelas não ter salas de espera” e, por isso, mostra-se satisfeita pela sua concretização. O concurso de ideias para a construção dos espaços foi feito em 2003, tendo sido convidados nove empresas de arquitectura, entre eles a do catalão Santiago Calatrava, que projectou a estação. O arquitecto acabou por não participar, por falta de disponibilidade, e foi escolhida a proposta de Miguel Arruda & Arquitectos Associados.As quatro salas de espera, que estão a ser construídas no piso das bilheteiras, serão fechadas com paredes de vidro. De acordo com o arquitecto Miguel Arruda, o recurso às transparências foi a “melhor forma de inserir as salas de espera na estrutura metálica da gare”, tornando-as “o mais ausente o possível”. Com este recurso o arquitecto espera também conseguir que quem esteja na sala não se sinta num espaço fechado. A preocupação de enquadrar os novos espaços com a envolvente onde estão a ser inseridos esteve sempre presente na concepção do projecto.No interior, os bancos “confortáveis” serão cinza claro de forma a coincidir com a estrutura metálica. As quatro salas terão música ambiente e painéis informativos sobre os comboios. As obras, cujos custos rondam os 450 mil euros, arrancaram em Janeiro e deverão estar concluídas em Julho.
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