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Vem aí o turismo de emoções

Marinas, campos de golfe e parques temáticos são oportunidades que a região tem de agarrar
Edição de 17.05.2006 | Economia
Vender camas e criar pacotes avulsos são coisas já fora de moda no mercado turístico nacional e regional. Onde se deve investir, como disse na sexta-feira o presidente da Região de Turismo dos Templários, é na venda de experiências e na criação de “histórias”. Está a nascer o turismo de emoção.O turismo rendeu-se à sociedade dos sonhos. Hoje não basta apenas oferecer camas e criar pacotes turísticos de sol e mar. Porque na sociedade dos sonhos o cliente quer mais, precisa de novos estímulos e segue a tendência das férias da moda.O ano passado o volume de negócios gerado pelo turismo geral – o tal de sol e mar – de 300 milhões de euros em Portugal. O turismo diferenciado, o tal especial, rendeu um quarto disso, 100 milhões de euros.Em 2015, de acordo com as estimativas apresentadas pelo presidente da Região de Turismo dos Templários, durante a II Semana de Gestão da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), o turismo de interesse especial representará já 45 por cento do volume de negócios do sector, cerca de 310 milhões de euros.O que indica uma média de crescimento de 12 por cento ao ano, ao contrário do binómio sol e praia, com um aumento anual na ordem dos dois por cento.E porque o que se pretende cada vez mais são férias diferentes, há que “focalizar, focalizar, focalizar”, como disse Jorge Neves. Focalizar por tipo de clientes, criando-se hotéis de design, bio hotéis, hotéis vocacionados para a saúde e o bem-estar interior.Focalizar por tipo de pacote. Não à comida e ao mar aberto mas à comida, ao mar aberto, e muito mais. “O cliente até pode querer sol e praia mas se houver pacotes com isso, mais animação, passeios e visitas guiadas ele prefere os últimos”.É como chegar ao Convento de Cristo, visitá-lo e ir embora ou instalar-se num hotel, ter alguém que o leve numa visita guiada pelo monumento, lhe conte “estórias” à volta da história, lhe mostre pormenores que o emocionam. E no final o traga de volta ao hotel. Com o preço da visita já incluído no pacote da estadia.Para isso terá que haver uma nova forma de planificação por parte dos responsáveis do sector, com novos modelos de organização turística e complementaridade competiviva. E porque a competitividade se constrói localmente, como disse o responsável da Região de Turismo dos Templários, cada município deverá ter a sua estratégia, inserida obviamente dentro de um quadro global.O quadro global aponta as oportunidades. Nacionais e regionais. E no Médio Tejo quem avançar para projectos turísticos que envolvam marinas, campos de golfe, resortes de luxo e parques temáticos está no bom caminho. Margarida Cabeleira

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