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Escrever direito por linhas tortas

Edição de 17.05.2006 | Especial Ascensão
Costuma dizer-se que a necessidade aguça o engenho e o que se está a passar este ano com a Semana da Ascensão é prova disso. Nos últimos anos, a festa evoluiu para um modelo em que praticamente todas as despesas eram pagas pela autarquia, mas a crise obrigou a uma mudança de estratégia“Este modelo já existia mas com a grande estrutura montada foram criados uma série de serviços de proximidade. Era uma espécie de condomínio em que quando havia um problema a câmara resolvia. A partir de certa altura, para que a actividade funcionasse de forma oleada, nós pagávamos tudo. Transportes, cachets, refeição. Só não actuávamos”, comenta Francisco Matias.Para se ter uma ideia, a Semana da Ascensão de 2005 custou cerca de 400 mil euros. Retirando a este valor cerca de 50 mil euros de patrocínios, a câmara teve de entrar com 350 mil euros, uma verba impossível para os debilitados cofres municipais.O vice-presidente da câmara garante que esse modelo de funcionamento não voltará a ser praticado, embora seja intenção do executivo voltar a organizar a Semana da Ascensão já a partir de 2007.“A vontade da câmara é essa mas nunca mais pode ser nas condições que era antes. A anterior Semana da Ascensão levou vinte anos a construir. A próxima levará menos mas não será de um dia para o outro”, antevê.Ao contrário do que muita gente pensa, os espectáculos não eram a parte mais cara da “antiga” Semana da Ascensão. “Se os juntarmos todos são 30 por cento dos custos. O que custa é construir uma nova vila a funcionar durante nove dias. Com luz eléctrica, segurança, limpeza, aluguer dos pavilhões, aluguer das tendas, das bancadas, das aparelhagens, dos palcos, dos sistemas de comunicação, as montagens, os cenários. Isso é que é o grosso da coluna e são os outros 70 por cento”, garante Francisco Matias.O autarca garante que do ponto de vista pessoal, custou-lhe muito tomar a decisão de suspender a Semana da Ascensão, mas tem consciência que era absolutamente indispensável para o próprio futuro da festa. “A Semana da Ascensão está a fazer um intervalo mas a Ascensão continua a ser na chamusca”, conclui.

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