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“Vim para a Chamusca por acaso”

Bernardino Fortes
Edição de 17.05.2006 | Especial Ascensão
Aos treze anos de idade já Bernardino Fortes trabalhava atrás de um balcão. Aos trinta era gerente de uma loja de tecidos em Ponte de Sôr e preparava-se para abrir o seu próprio estabelecimento. “Era num edifício que um amigo meu estava a acabar de construir em frente ao jardim”, explica. Um outro amigo trocou-lhe as voltas ao falar-lhe num estabelecimento que estava para trespasse na Chamusca. A Casa Moedas. “O Marques, um armazenista do Porto que eu conhecia tentou-me. Dizia-me que isto era uma mina. Eu vim para a Chamusca em Setembro. Tomei a Casa Moedas de trespasse. Se não tivesse vindo tinha aberto em Ponte de Sôr. Já tinha tudo combinado”, conta. Foi há quarenta anos.Bernardino Fortes nasceu em Benavila no concelho de Aviz. A esposa, Odete é de Ponte de Sôr. O amigo Marques não o enganou. A Casa Fortes tornou-se tão forte que três anos depois de estar na Chamusca o comerciante abriu uma segunda loja. Mas os tempos são outros. Há sete anos fechou a Casa Fortes, na rua Direita de S. Pedro. A loja A Noiva, na rua Combatentes da Grande Guerra, só está aberta porque ainda não apareceu ninguém que lhe pegue.“Antigamente havia sempre quem quisesse pegar numa loja destas. Eram cem cães a um osso, como se costuma dizer. Agora não”, desabafa Bernardino Fortes enquanto se prepara para rumar a Ponte de Sôr onde actualmente reside. As idas à Chamusca são raras. O empregado de confiança, Francisco Salgueiro, trata do que é necessário. O regresso às origens alentejanas sempre foi desejado. “Gosto da Chamusca mas o meu coração esteve sempre no Alentejo”, diz.

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