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Lágrimas de revolta

Edição de 17.05.2006 | O Mirante dos Leitores
Após longos meses de sofrimento faleceu no passado dia 16 de Abril a minha mãe, Esmeraldina Ricarda da Silva natural de Limeiras, Praia do Ribatejo. Embora já com idade avançada é sempre uma perda familiar, porque mãe há só uma. Não bastava o sofrimento e desgosto desta perda ocorrida num Domingo de Páscoa, data que não se esquece e ainda tivemos que enfrentar uma situação extremamente desagradável. No dia 17, quando chegámos ao cemitério das Limeiras com o cortejo fúnebre, o mesmo estava fechado, não havia coveiro e a sepultura estava meia de água.Foi com surpresa, tristeza e revolta que os familiares e todos os que quiseram prestar a última homenagem a minha mãe enfrentámos a situação. Lá descobrimos, no meio dos acompanhantes, o tesoureiro da Junta de Freguesia de Praia do Ribatejo, que contactou o pessoal da Junta incumbido daquela missão. Passados cerca de 30 minutos lá apareceram embora apresentassem alguma falta de postura para o acto a realizar.No momento, dado o meu estado emocional, não aceitei. Hoje compreendo que por ser em dia da Nossa Sra. da Boa Viagem tenha havido justificação para o que se passou. No entanto não ficava bem corn a minha consciência nem a alma da minha mãe me perdoaria se não denunciasse esta situação que considero imprópria. Só me resta fazer um apelo a quem de direito: tenham algum respeito pelos mortos já que sinto que não o tiveram pelos vivos.Maria Amélia da Silva Vicente Pereira - Entroncamento

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