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Aproximar a Europa dos cidadãos

Aproximar a Europa dos cidadãos

Casa da Europa do Ribatejo assinala décimo aniversário com conferência

Os oradores da conferência foram unânimes em considerar que as instituições da União Europeia e o seu funcionamento devem ser mais conhecidas entre jovens e população em geral.

Edição de 17.05.2006 | Sociedade
O fundador da Casa da Europa do Ribatejo (CER) considera que as crises cíclicas da Europa são positivas, na medida em que a constante análise autocrítica contribui para que se dêem passos em frente na sua construção.Durante a conferência do décimo aniversário da criação da CER realizada dia 9 em Santarém, Pedro Canavarro recuou no tempo para recordar a sua vivência da Europa e os passos mais significativos da criação da identidade europeia. Perante uma plateia de diferentes quadrantes políticos, Pedro Canavarro identificou três tempos essenciais que viveu pessoalmente na Europa: a sua chegada ao Parlamento Europeu em 1989 na listas do PS; a queda do muro de Berlim nesse mesmo ano; o tratado de Maastricht para a união monetária e política da Europa (2003).O ex-presidente da CER defendeu o alargamento da União em matérias de cultura e de cidadania. “Portugal tem um peso importante na política euro-atlântica, face aos países bálticos e à Polónia que não se sentem totalmente seguros junto à Rússia”. A chegada à Turquia pode ser positiva para a criação de uma bacia mediterrânica equilibrada, segura e com inter-religiosidade, sustentou. Já o vice-presidente da Câmara de Santarém, Ramiro Matos (PSD), elogiou as acções desenvolvidas pela CER no sentido da divulgação do ideal europeu com uma aposta na educação. Mas o autarca considera essencial incentivar os estudantes e promover intercâmbios culturais entre jovens da União Europeia. Também presente na conferência, o governador civil de Santarém sublinhou que há que continuar a quebrar as barreiras que existem entre os cidadãos que não sentem a cidadania europeia. Defendeu ainda que as iniciativas da CER e do Dia da Europa devem ser levadas às escolas. “Temos de valorizar o que temos de diferente em termos culturais, sociais e económicos para afirmar o país”, sugeriu Paulo Fonseca, recordando também as raízes profundas do país com o Brasil e África, países que têm em Portugal uma porta de entrada na Europa.
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