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Médicos em greve no hospital de Vila Franca

Operações e consultas externas adiadas
Edição de 17.05.2006 | Sociedade
Os médicos do Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, estão em greve desde segunda-feira. A paralisação levou ao cancelamento de algumas consultas de diversas especialidades, mas os serviços mínimos foram assegurados. Na manhã de segunda-feira o ambiente nas consultas externas era de normalidade, não se ouvindo queixas por parte dos utentes do hospital. De acordo com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), dos profissionais abrangidos pelo pré-aviso de greve, cerca de 30, apenas um deu consultas no primeiro dia de paralisação. Segundo Miguel Cabral, dirigente do sindicato, houve faltas em consultas de pediatria, cirurgia, ortopedia e medicina. A greve levou ainda à não realização de operações consideradas não urgentes. O dirigente acrescenta que “houve um certo prejuízo”, embora sem grande expressão devido à maioria dos médicos do hospital não estar abrangido pelo pré-aviso de greve. A directora clínica do hospital, Ana Alcazar, adianta que a adesão à greve no universo total de médicos do Reynaldo dos Santos foi de 22,6 por cento. Segundo a responsável, alguns médicos não abrangidos pelo pré-aviso de greve do sindicato também paralisaram em solidariedade com os restantes colegas. Os médicos em greve, até ao dia 5 de Junho, reivindicam a aplicação no Hospital Reynaldo dos Santos do decreto que regula o pagamento de horas extraordinárias aos médicos que têm um horário semanal de 35 horas, que não estão no regime de exclusividade. Os profissionais de saúde reclamam o pagamento das horas extraordinárias já efectuadas em urgência, em dívida desde 1 de Janeiro de 2005. Os clínicos dizem-se discriminados em relação a “médicos de outros hospitais que vêem as suas remunerações correcta e atempadamente pagas”.O mesmo problema já foi motivo de paralisações em 2004 e 2005 que terminou com o pagamento das horas extraordinárias em falta.

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