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Pena agravada de 18 para 19 anos

Pena agravada de 18 para 19 anos

Tribunal de Benavente foi benevolente no cúmulo jurídico de burlão

Manuel Levita já estava condenado a 18 anos de cadeia. O Tribunal de Benavente foi benevolente e somou apenas um ano no cúmulo que inclui 15 condenações por burla e falsificação.

Edição de 17.05.2006 | Sociedade
Manuel Levita agradeceu repetidamente a consideração do colectivo de juízes que agravou apenas num ano a pena de 18 anos que cumpre na prisão de Alcoentre pela prática de mais de duas dezenas de crimes de burla e falsificação. O cúmulo jurídico teve em conta 15 condenações com penas que variaram entre os 3 meses e os 3 anos de prisão e que resultaram da prática de vários crimes. Tudo junto, o arguido, de 46 anos, arriscava-se a atingir a pena máxima aplicada em Portugal-25 anos de cadeia.“Senhor Levita, isto não é o mini preço, mas é quase…”, referiu o juiz presidente após a leitura da decisão na quinta-feira no Tribunal de Benavente. O magistrado explicou que foi tida em conta a conduta do recluso na prisão, o seu passado, o facto de contar com apoio familiar da mulher e da mãe e o cansaço que denota pela longa reclusão.Manuel Levita voltou a agradecer a compreensão do colectivo e reafirmou que já tem uma casa e um emprego à sua espera. A casa foi oferecida pela mãe que fez questão de frisar vive numa das zonas mais ricas do país, em Cascais. O arguido reforçou as críticas que tem feito ao sistema judicial e à falta de articulação com os serviços prisionais que, segundo o arguido, já perderam o norte ao seu cadastro.“Aquilo é uma escrita de mercearia e eu gostava de colocar tudo em ordem”, disse o arguido. O juiz presidente solicitou que Manuel Levita analisasse o acórdão e conferisse para ver se estava tudo bem. “Se houver alguma coisa diga que estamos cá para reformular o cúmulo”, referiu o juiz no tom “informal” que tem utilizado nas diligências com o arguido.Depois deste terceiro cúmulo, o arguido ainda espera pela resolução de mais cinco processos que tem pendentes em vários tribunais. No momento da despedida, o magistrado questionou: “Será que ainda nos vamos ver mais alguma vez?”.Manuel Levita espera que não. Garante que “não é nenhum santinho”, mas jura que “nunca agrediu ninguém nem cometeu crimes graves”.Nelson Silva Lopes
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