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Presidente da Câmara do Entroncamento acusado de xenofobia

Jaime Ramos escreveu aos munícipes garantindo que nunca realojou nem realojará ciganos
Edição de 17.05.2006 | Sociedade
O presidente da Câmara do Entroncamento, Jaime Ramos (PSD), pediu à Polícia Judiciária para investigar a origem dos boatos que deram conta da intenção da autarquia em realojar na cidade mais de uma centena de pessoas de etnia cigana oriundas de outros concelhos.A informação foi transmitida aos munícipes numa carta onde Jaime Ramos desmente essa “rotunda mentira” e deixa uma garantia que já está a gerar polémica: “Não realojei, nem realojarei qualquer família de etnia cigana vinda de fora do Entroncamento enquanto for presidente desta câmara”. Essa frase já levou os representantes do Bloco de Esquerda (BE) do Entroncamento a demarcarem-se do teor do comunicado, que consideram “xenófobo e discriminatório”. Acrescentam que pode dificultar ainda mais a convivência entre a comunidade cigana e os restantes membros da população do Entroncamento.“Antes de actuar desta forma desastrada e leviana em matéria de tamanha sensibilidade e complexidade, o presidente da câmara deveria ter discutido previamente com todo o executivo municipal a melhor estratégia face a esse boato”, diz o BE em comunicado de imprensa.Os bloquistas classificam a iniciativa de Jaime Ramos como despropositada e de mau gosto e dizem-se perplexos “pela pompa e circunstância, com envelope e papel timbrado, com que o presidente da câmara se perfilou face a um boato que, dessa forma, muito ajudou a divulgar”.Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento não se mostrou disponível, até ao fecho desta edição, para prestar qualquer esclarecimento acerca do assunto.

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