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Dívida às finanças condiciona recandidatura de Joaquim Capricho

Eleições no Grupo Desportivo “O Coruchense” marcadas para 26 de Maio

O presidente do Grupo Desportivo “O Coruchense” faz depender a sua recandidatura à liderança do clube do montante da dívida que se vier a apurar após reunião com a Direcção de Finanças de Santarém. Apesar de se mostrar renitente em deixar o clube a qualquer “pára-quedista” que surja, Joaquim Capricho admite não se recandidatar.

Edição de 24.05.2006 | Desporto
O actual presidente do Grupo Desportivo “O Coruchense”, Joaquim Capricho, ainda não decidiu se se recandidata a mais um mandato à frente do clube. As eleições estão marcadas para 26 de Maio, dois dias antes do final do campeonato distrital.O clube enviou um fax às Finanças a solicitar uma reunião para saber qual o montante exacto da dívida após ter estado a cumprir o acordo de pagamento, de que falta uma prestação. “Desde o início do mandato que pagámos às Finanças 43.500 contos (cerca de 271 mil euros). Esperamos que a dívida seja agora bem menor”, afirma esperançado Joaquim Capricho.É que da revelação desse montante pode resultar a disponibilidade da actual direcção em recandidatar-se à liderança do clube. “Os elementos desta direcção têm dedicado muito da sua vida a ajudar o clube e saem prejudicados na sua vida familiar. Seria uma desmotivação haver ainda muito por fazer”, explica o presidente do Coruchense. Que acrescenta também não pretender ver à frente do clube quem contribuiu para a situação financeira grave a que chegou.Outras garantias que Joaquim Capricho pretende obter referem-se aos apoios camarários, tanto em relação ao reforço do subsídio mensal, como em relação às infra-estruturas.“A actual situação do estádio municipal, onde a autarquia pediu que jogássemos, não reúne condições para os espectadores. E têm sido bem menos aqueles que vão aos nossos jogos por esse motivo e também menores as receitas”, explica o dirigente. Que faz questão de sublinhar que da autarquia e do seu presidente nada há a apontar no esforço de apoio ao clube.O campeonato distrital acaba domingo e no que respeita à definição do plantel e possível continuidade do técnico Luís Sobrinho tudo está em águas de bacalhau. “As eleições são dois dias antes do final do campeonato. Nessa altura teremos oportunidade de clarificar as situações mas nesta altura não podemos assumir compromissos”, adianta o ainda presidente do clube. Recorde-se que Joaquim Capricho assumiu a liderança do Coruchense em 2002 à frente de uma comissão administrativa. Seguiram-se as eleições por si ganhas em 23 de Maio de 2004 em que o grande objectivo foi sanear a dívida do clube, que ainda continua a importunar.Câmara perdoa mini-dívidaEntretanto a Câmara de Coruche perdoou uma dívida de 287,28 euros do Grupo Desportivo “O Coruchense” referente à falta de pagamento de aluguer do contador da água, entre Dezembro de 1996 e Agosto de 2000.O pedido foi apresentado pelo actual direcção do clube à autarquia na reunião de câmara de 17 de Maio, tendo em conta o desconhecimento da dívida em falta mas também as graves dificuldades financeiras por que passa o clube da vila do Sorraia.O vereador Nelson Galvão (PS) justificou a deferência pelo facto de se reconhecer as dificuldades financeiras que o Coruchense atravessa mas também a sua importância social e envolvimento de jovens na actividade desportiva do concelho.Em nome da CDU o vereador Ricardo Raposo considerou que, apesar das dificuldades do clube, se estaria a abrir um precedente face a pedidos de cidadãos e associações do concelho em falta. Apesar da posição, a deliberação foi votada por unanimidade.Ricardo Carreira

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