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Os objectivos dos campeões

Ginastas recusaram euforias e foram cautelosos nos seus objectivos.
Edição de 24.05.2006 | Desporto
Nuno Merino não está no seu melhorNuno Merino, que foi um dos melhores representantes portugueses nos Jogos Olímpicos de 2004, reconhece que não está ao seu melhor nível, devido a uma lesão que o fez parar durante bastante tempo, mas espera uma boa classificação, e considera os campeonatos do Mundo ou da Europa tão ou mais importantes do que os Jogos Olímpicos. “Têm menos notoriedade, mas são mais competitivos”, garantiu. “Vamos todos para fazer o nosso melhor, vamos fazer as nossas séries como sabemos, e se isso chegar para chegarmos às medalhas muito bem, mas não vamos obcecados com isso”, garantiu o mais conhecido dos ginastas ribatejanos presentes no estágio.Ana Pires mais produtiva a nível nacionalCom várias participações a nível internacional, Ana Pires é mais uma ginasta de equipa. Tem conquistado os seus principais títulos em Portugal, onde foi várias vezes campeã nacional. Fora do país tem como melhor performance um quarto lugar por equipas e um 13º lugar individual no Campeonato da Europa.A época tem sido complicada, tem sido difícil conciliar as aulas na faculdade com os treinos, mas acredita que pode fazer um europeu de boa categoria. “Ajudar a Selecção a ir às finais por equipas é o meu objectivo, e se isso acontecer já será muito bom”, afirma.Diogo Ganchinho é pré-olímpicoDiogo Ganchinho não está ainda incluído no Projecto Olímpico Pequim’2006, mas ocupa um lugar no grupo dos atletas pré-olímpicos, que o coloca assim entre os melhores portugueses. Recorda com mais sentido a sua vitória no Campeonato da Europa de Juniores, em 2004. Para o europeu deste ano, já sénior, espera uma boa participação. “Estou em boa forma e se as coisas correrem bem espero fazer um bom resultado”, referiu.Para si um bom resultado será chegar à final, e seria sem dúvida mais um prémio para o excelente trabalho que tem sido efectuado pela Associação de Ginástica de Santarém. “A minha meta é fazer sempre mais e melhor, porque tudo o que vier daí será por acréscimo. O que eu quero é saltar, que é o que mais gosto de fazer”, disse com entusiasmo.Bruno Nobre, o mais internacionalAos 25 anos, Bruno Nobre, ginasta do Clube de Futebol Estevense, é o atleta mais internacional deste grupo. Tem como grande conquista a medalha de ouro nos Jogos Mundiais na África do Sul em 1999. Daí para cá tem uma carreira muito regular, sendo campeão da Europa e do Mundo por equipas.Bruno tem que conjugar a ginástica com a sua profissão de sapador bombeiro em Lisboa, mas essas dificuldades dão-lhe ainda mais vontade de fazer cada vez melhor. “Vou ao europeu com o objectivo de fazer o meu melhor, e tenho a certeza de que se as coisas correrem dentro da normalidade vou ter um bom resultado e saio satisfeito comigo próprio”, garantiu Bruno Nobre, que salientou ainda o facto do Estevense, o seu clube de sempre, ser um clube pequeno mas que coloca à disposição dos ginastas todas as condições para progredirem.Amadeu Neves um ginasta campeãoAmadeu Neves fez toda a sua formação na Associação Desportiva de Salvaterra de Magos, mas agora devido aos estudos teve que optar pelo Lisboa Ginásio Clube, mas é com orgulho que se apresenta como ribatejano na selecção.É um campeão por natureza, tem vários títulos europeus e mundiais, mas é o título de vice-campeão do Mundo em 2001 que lhe deu mais gozo. Apesar de já ter sido campeão da Europa um ano antes, esta prova foi a primeira a nível mundial.“No europeu vou tentar fazer o melhor possível, e se conseguir fazer o meu melhor tenho a certeza de que farei um bom resultado”, garantiu. Andreia Robalo e Samuel Coelho fazem a estreia na SelecçãoAndreia Robalo e Samuel Coelho, ambos ginastas da Associação Desportiva de Salvaterra de Magos, são os mais jovens do grupo. Vão competir na categoria de juniores A e fazem a sua estreia na Selecção de Portugal. Algo tímidos salientaram a forma como têm sido apoiados por todos os seus companheiros.Andreia, ainda uma menina, garantiu que como sempre vai tentar fazer o seu melhor e Samuel, também com 14 anos, referiu que foi uma grande alegria ser chamado à selecção. “É afinal o reconhecimento do trabalho que tenho vindo a realizar e que me dá ainda mais alento para continuar”,

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