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“Por ti Boita”

Juniores do Rio Maior dedicaram a vitória no campeonato a colega que faleceu em acidente

O Rio Maior sagrou-se campeão distrital de juniores de futebol e os jogadores dedicaram a vitória a Boita, um companheiro de equipa que faleceu a época passada quando ia a caminho do treino. Na próxima época, a equipa riomaiorense vai jogar na segunda divisão nacional de juniores.

Edição de 24.05.2006 | Desporto
A equipa de juniores da União Desportiva de Rio Maior conquistou o título distrital de nível 1, garantindo a subida ao Campeonato Nacional da II Divisão deste escalão. A vitória foi confirmada a uma jornada do fim do campeonato, mas a festa foi feita este sábado, em casa, frente ao Monsanto.Uma festa que começou estragada pelo facto da equipa não poder jogar no relvado principal do complexo desportivo, que, segundo foi possível apurar, sofreu durante esta semana um tratamento de conservação.Decisão que motivou um coro de protestos da maioria dos pais dos jogadores, indignados com o que consideram ser falta de respeito pelos miúdos. No fundo seria um prémio para a dedicação e empenho dos jovens campeões distritais, que durante a semana alimentaram a expectativa de poder, por uma vez que fosse, jogar no campo dos mais velhos.Mas a festa fez-se à mesma. Alguns jogadores entraram em campo com o cabelo pintado com o azul do clube e comum a todos era a t-shirt com a frase “pelo Boita campeões 2005-2006”. Uma homenagem sentida ao companheiro (Boita) que faleceu o ano passado num acidente de viação, quando ia precisamente a caminho de um treino.Os jogadores do Monsanto, numa atitude bonita de fair-play, fizeram duas filas entre os balneários e o campo e saudaram os novos campeões que depois foram então saudar os seus adeptos, na maioria amigos e familiares.O jogo, que já não decidia nada quanto ao título e servia apenas para definir a posição do Monsanto no campeonato foi morno e sem grandes motivos de interesse. As marcações defensivas davam poucos espaços aos avançados e não foi por isso de estranhar que o jogo chegasse aos 90 minutos empatado sem golos, isto apesar de as duas equipas terem tido cada uma um par de oportunidades de golo.Mas os descontos trariam o golo do Rio Maior, numa jogada em que o árbitro Hugo Lopes meteu os pés pelas mãos. O jovem juiz da partida, que até realizou uma boa actuação, cometeu um erro crasso aos 87 minutos, não assinalando uma grande penalidade por demais evidente quando um jogador do Monsanto cortou a bola com a mão.Hugo Lopes terá percebido que errou e, aos 91 minutos, transformou um lance normal, em que um avançado do Rio Maior sofreu um encosto legal com o ombro e se deixou cair no relvado, numa grande penalidade. Fez justiça por linhas tortas mas com um pouco mais de atenção evitava manchar uma actuação ainda assim globalmente positiva.Chamado à conversão, o guarda-redes do Rio Maior, Diogo, não falhou frente ao seu “homólogo” de Monsanto e marcou o único tento da partida, antecipando alguns segundos a festa riomaiorense.

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