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Um grupo de amigos sem craques

Treinador considera que a amizade do grupo foi fundamental para o título
Edição de 24.05.2006 | Desporto
O treinador da equipa campeã, Mauro Pulquério, uma velha glória do União de Rio Maior, considera que a amizade do grupo foi a característica principal para alcançar o primeiro lugar num campeonato tão competitivo e disputado até à penúltima jornada com a Académica de Santarém.“É um grupo sem craques, sem jogadores que se evidenciem em relação aos outros. Um grupo muito humilde, abnegado e assíduo, que vinha sempre aos treinos. E são amigos fora da equipa. Para além de se encontrarem aqui para treinarem, muitas vezes jantavam juntos e saiam juntos”, revela o treinador, que a esta componente acrescenta a boa assimilação dos métodos de treino.O técnico que não é um grande apreciador do actual modelo de competição, diz que a caminhada foi difícil e lembra que na série de apuramento da primeira fase havia pelo menos quatro equipas muito boas. Uma delas, o SL Cartaxo ficaria mesmo no nível dois, que depois viria a vencer.Ainda assim, desde o inicio que Mauro Pulquério tinha a esperança que esta equipa pudesse ser competitiva ao ponto de lutar pelos primeiros lugares. “Fomos a equipa com mais golos marcados, com menos golos sofridos e com mais vitórias por isso somos um vencedor justo”, acrescentou.O técnico acredita que a equipa poderá fazer boa figura na próxima época. Oito habituais titulares da equipa deste ano são de primeiro ano, o que dá garantias de uma estrutura de continuidade.Os juvenis do núcleo sportinguista, com quem existe um protocolo de cedências de jogadores, ficaram em segundo lugar no nível 1 e dez desses jogadores irão subir de divisão. A equipa deverá ficar completa com mais alguns jovens da zona da Benedita e das Caldas que tenham expectativa de jogar no nacional e queiram jogar em Rio Maior. Quanto aos jogadores que passam a seniores, Mauro Pulquério espera que pelo menos dois ou três possam ficar no plantel principal do clube. “O ano passado subiram dois, este ano se subirem mais dois ou três é bastante positivo e não tem sido frequente nos últimos anos”, refere o técnico que defende uma política de empréstimos cuidada para que os jovens não se percam para o futebol.Esta equipa de juniores absorveu a primeira fornada de jogadores que começou há anos atrás nas escolas do Núcleo Sportinguista de Rio Maior. Um projecto de formação que tem contado com a mais valia dos técnicos em formação na Escola Superior de Desporto.Sobre a polémica que antecedeu o jogo, o treinador lamenta que os atletas não tenham podido jogar no campo, mas considera que foi apenas uma descoordenação motivada pelo facto de só no sábado anterior se ter sabido que este jogo não seria decisivo. “Houve da direcção a vontade de transferir. Era um prémio justo para eles porque se calhar alguns nunca mais vão ter a oportunidade de vestir as cores do Rio Maior no campo principal mas paciência”, concluiu.

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