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Investidores têm parceiro forte

Investidores têm parceiro forte

Câmara de Vila Franca apresenta gabinete de apoio às empresas

O Gabinete de Apoio ao Investidor de Vila Franca de Xira vai apoiar os empresários com o acompanhamento técnico de um gestor de projecto que fará a ponte com quem decide.

Edição de 24.05.2006 | Economia
Os empresários que pretendam investir no concelho de Vila Franca de Xira vão ter um parceiro forte. Um interlocutor para fazer a ponte de ligação aos vários organismos com poder de decisão. O Gabinete de Apoio ao Investidor (GAI) de Vila Franca de Xira começa a funcionar no dia 19 de Junho no Departamento Municipal de Economia e vai disponibilizar apoio técnico para facilitar a vida aos investidores.Mais de duas centenas de empresários, gestores da banca, autarcas e técnicos participaram na apresentação do novo serviço na quinta-feira, 18 de Maio, no Palácio do Sobralinho. As maiores empresas e os bancos que operam no concelho estiveram representadas ao mais alto nível num sinal de interesse frisado pela presidente da câmara.Maria da Luz Rosinha acredita que o GAI vai permitir agilizar processos e vai traduzir-se em “mais eficácia e mais eficiência”. Segundo a edil, o gabinete vai ter técnicos especializados que irão guiar os empresários e ajudá-los a ultrapassar as barreiras da burocracia. “Iremos funcionar num sistema de loja onde só se vai uma vez”, disse. Cada investidor terá um único interlocutor no GAI que irá funcionar como gestor do projecto.A câmara depositou uma enorme esperança no trabalho de investigação e análise coordenado pelo Professor Augusto Mateus. O ex-ministro da Economia e prestigiado professor universitário fez um levantamento do tecido empresarial do concelho e dos factores que o influenciam e concluiu que Vila Franca de Xira tem um conjunto de oportunidades por explorar. Este trabalho surge na sequência do Plano Estratégico Concelhio e do Estudo de Caracterização Empresarial iniciados há dois anos.“Poderemos ter um futuro mais construído e menos sofrido”, disse, salientando que o que aconteceu nos últimos 10/12 anos “foi positivo”, mas “há elementos que indicam que foi mais sofrido que construído”.O professor considera que um concelho com 23 quilómetros de zona ribeirinha, linha férrea, os principais eixos rodoviários e localizado perto do actual e do futuro aeroporto da Ota, tem condições únicas para receber investimento estrangeiro na área da logística e criar postos de trabalho.E se houver empresas que fechem não vem mal ao mundo. “Temos que acabar com o que não é competitivo para criar novas empresas”, disse.Quanto ao GAI, o professor considerou essencial que seja dotado de bons técnicos e apelou aos empresários para que sejam “donos” do gabinete. “Só será útil se for bem aproveitado”, acrescentou.O coordenador do estudo de estruturação do GAI considerou fundamental a Revisão do Plano Director Municipal (PDM) em fase de conclusão. Uma ideia reforçada pelo vice-presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API). Ivo Cruz lembrou as dificuldades criadas pelos instrumentos legais de planeamento urbanístico e pelos excessivos condicionamentos na área do ambiente. “Portugal não pode ser um país de SPA”, referiu, parafraseando Basílio Horta, o presidente da API.Dirigindo-se aos investidores, Ivo Cruz lembrou os apoios directos concedidos pela API e alertou para as oportunidades de negócio em Portugal e no mundo, com destaque para Angola.Nelson Silva Lopes
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