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Vender o destino perfeito

Carolina Sousa é técnica superior de turismo e trabalha numa agência de viagens

Carolina Sousa formou-se em Turismo e trabalha numa agência de viagens. Vender destinos de sonho é uma das suas missões. Para isso tem de se manter actualizada. As experiências contadas pelos clientes nas suas viagens são informações preciosas que acabam por a ajudar na hora de aconselhar novas paragens.

Edição de 24.05.2006 | Identidade Profissional
Conhecer o mundo, descobrir novas culturas e alargar os horizontes do conhecimento. Viajar todos os dias por lugares diferentes, nem que seja através das experiências dos outros. É por tudo isto que Carolina Sousa, 26 anos, continua apaixonada pela profissão que escolheu. A técnica superior de turismo, que dá asas a um sonho de menina, numa agência de viagens de Torres Novas, diz que não vende viagens mas que “ajuda as pessoas a comprar” o destino perfeito.Com apenas 12 anos já se imaginava a fazer voos de longo curso como hospedeira de bordo de uma companhia aérea. Mas depressa percebeu que esse não seria o caminho a seguir. Por se tratar de uma profissão “muito limitada” e “pouco rica a nível cultural”.Mesmo assim, não desistiu da ideia de se dedicar ao ramo do turismo. Boa aluna às disciplinas de Historia e Geografia, logo que completou o 12º ano de escolaridade rumou ao sul do país para tirar o curso de Turismo na Universidade do Algarve. Uma opção tomada em consciência e já com segundas intenções.“No Algarve sabia que tinha a oportunidade de trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Comecei logo a familiarizar-me com a área do turismo e quando acabei o curso tinha a certeza de já estar pronta para começar a trabalhar”, diz Carolina.Trabalhou no ramo da hotelaria e chegou a dedicar-se à organização e promoção de eventos. Hoje passa os dias “a fazer tudo ao mesmo tempo”, em frente a um computador, na tentativa de não defraudar as expectativas dos clientes que procuram a agência de viagens para a qual trabalha.“Todos os dias temos a caixa de correio com dezenas e dezenas de e-mails de companhias aéreas, operadores turísticos, hotéis e clientes. Todos os dias há promoções a chegar, todos os dias há novidades, todos os dias há regras novas. É um trabalho em que temos de estar sempre actualizados e em que nunca sabemos tudo”, explica.Preparar packs de viagens, fazer reservas de hotéis, atender telefonemas e organizar e-mails são apenas algumas das funções de um técnico superior de turismo. Para Carolina Sousa, o mais aliciante é o contacto com o público: “É um desafio muito grande quando o cliente aqui chega e não faz a menor ideia para onde quer ir. Temos de conseguir, em breves segundos, perceber que tipo de pessoa está à nossa frente e que tipo de viagem lhe poderá agradar mais”.É por isso que um técnico superior de turismo tem de estar sempre preparado para responder aos desejos mais exigentes dos clientes: “Não podemos negar informação ao cliente, com a desculpa de que não conhecemos. Temos sempre de descobrir uma forma de encontrar uma resposta. E hoje em dia temos uma ferramenta preciosa que é a internet. Se não conhecemos o local para onde o cliente quer ir, temos de pesquisar o máximo possível de informação”, diz Carolina.O ideal seria, segundo Carolina Sousa, “conhecer o mundo todo para poder fazer as melhores sugestões aos clientes, mas como isso não é possível”, resta-lhe aproveitar os recursos de que dispõe: enciclopédias, livros, revistas da especialidade, Internet, ou a experiência dos clientes. “Nós viajamos um pouco com os clientes, porque muitas vezes eles acabam por voltar à agência para contar como é que correu a viagem e nós aprendemos muito com eles. E temos de saber aproveitar bem essa informação, para nos servir de indicador para outros clientes”, explica Carolina.Por outro lado, esta é também uma forma de recolher informação pessoal para as muitas viagens que Carolina Sousa ainda espera fazer. Depois de ter visitado as ilhas de Porto Santo, S. Jorge e Terceira, e de ter conhecido França, Marrocos, Tunísia, Brasil e Cabo Verde, espera que o próximo voo siga em direcção a S. Tomé e Príncipe.“É muito bom ter a oportunidade de conhecer outras realidades, outras culturas. Por isso, apesar de não ser uma actividade muito bem paga, acaba por ter as suas compensações”, admite Carolina.Carla Paixão

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