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Bloco acusa câmara de hipotecar espaços públicos

Presidente do município do Entroncamento diz que se trata de demagogia
Edição de 24.05.2006 | Política
O Bloco de Esquerda (BE) do Entroncamento acusa a maioria social-democrata que governa o município de estar a hipotecar espaços públicos em troco de taxas compensatórias e de colocar em causa uma lógica de urbanismo de qualidade na cidade. Na base destas acusações está, segundo os bloquistas, o incumprimento da lei, por parte da Câmara Municipal do Entroncamento, no que se refere à cedência de áreas para espaços verdes ou estacionamento, em processos de loteamento e de construção de obras particulares.Confrontado com as acusações do Bloco, o presidente da câmara do Entroncamento, Jaime Ramos, lembra que “o PSD não faz nada que não tenha sido anteriormente aprovado em reunião de câmara” e que “a análise da gestão do município não pode ser feita com base em demagogias, mas sim de acordo com dados reais e concretos”.Em conferência de imprensa, na sexta-feira, o vereador Henrique Leal, que representa o BE no executivo camarário, afirmou que “o PSD criou uma tabela de compensações para os lugares de parqueamento e para as áreas não cedidas, e aquilo que devia ser excepção passou a ser a regra”. Desta forma, a abdicação das áreas de cedência e de parqueamento por parte de particulares, conduz à entrada de receitas extraordinárias nos cofres da Câmara Municipal do Entroncamento. Situação que, segundo o BE, não justifica a “gravidade da questão”.Jaime Ramos responde: “A partir do momento em que foi aprovado o novo regulamento de edificação, em 2004, a câmara passou a receber verbas compensatórias quando há falta de lugares de estacionamento, mas apenas quando se trata de parcelas, e nunca de lotes. No passado isso não acontecia e, nessa altura sim, a câmara era prejudicada”, defende o edil. Já o vereador do Bloco Henrique Leal diz que “é muito confortável para um orçamento que enfrenta algumas dificuldades ver cair alguns tostões por fora. Mas não podemos angariar receitas a todo o custo”, diz Henrique Leal.Recusando qualquer ideia de perseguição ao partido maioritário no executivo da Câmara do Entroncamento, o BE garante que “não quer pedir a cabeça do PSD”, mas sim fazer com que os dirigentes do partido “percebam que esta alienação dos espaços e dos interesses públicos comprometem” o futuro urbanístico da cidade.“Sem áreas de cedência não haverá espaço para equipamentos colectivos, nem para os amanhãs floridos que prometiam os lustrosos cartazes da campanha eleitoral social–democrata. Sem parqueamento automóvel nos novos lotes e construções, a herança do PSD vai ser, fatalmente, uma cidade atulhada de automóveis em cima dos passeios, sem espaço para os peões, apesar das bolas e dos pinos”, refere o BE num comunicado entregue aos jornalistas durante a conferência de imprensa.Carla Paixão

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