uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
A casa dos meninos órfãos

A casa dos meninos órfãos

Centro de Acolhimento Temporário para crianças em risco alberga 20 jovens

A população de Aveiras de Cima compareceu em peso na cerimónia de inauguração da Casa do Pombal “A Mãe”, em Aveiras de Cima, um centro de acolhimento temporário para crianças em risco.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
A menina de 15 meses passeia-se no jardim da Casa do Pombal “A Mãe”, em Aveiras de Cima, Azambuja. Salta de colo em colo entre as voluntárias do Centro de Acolhimento para Crianças em Risco, inaugurado oficialmente na tarde de domingo numa festa participada por toda a comunidade e apadrinhada pelo cardeal patriarca de Lisboa D. José Policarpo.Carol brinca com os meninos das famílias tradicionais. A sua mãe é a grande obra sonhada pelo pároco da vila, António Cardoso. A menina nasceu na madrugada fria de 9 de Fevereiro de 2005. No mesmo dia abria as portas a “Casa Mãe”, que duas semanas depois a recebeu de braços abertos.Hoje, naquela casa grande como uma mãe, outros 19 meninos esquecem a tristeza dos dias e aprendem a ser felizes outra vez. A vontade de António Cardoso concretizou-se porque o padre ousou sonhar o impossível, como se explica numa mensagem gravada numa pedra do jardim.Foi o dinheiro da venda de uma casa do Estoril deixada pela irmã que possibilitou o início do sonho. O negócio rendeu 250 mil euros e permitiu comprar o espaço onde se ergueu a “Casa Mãe”.É nesse espaço amplo que crianças vítimas de negligência, violência e maus-tratos retomam a normalidade do dia a dia. Uma tarefa que só é possível com a ajuda de funcionárias, voluntários e toda a comunidade que ajudou a montar a casa e todos os dias ajuda a mantê-la.No dia da inauguração o padre António Cardoso agradeceu o contributo de todos quanto ajudaram a realizar o sonho. Desde os carpinteiros às arquitectas, passando por jardineiros e pasteleiros.António Cardoso nunca mais esqueceu o dia em que um comerciante da vila bateu à porta da casa mãe e levou um saquinho de pão acabado de cozer para reconfortar os meninos. Ou o outro, em que um casal comprou bilhetes para o cinema. É nestas alturas que o pároco sente que há uma mão maior que toma conta dos destinos do mundo.Ana Santiago
A casa dos meninos órfãos

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...