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“Acho isto tudo muito estranho”

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Carro roubado do vereador de Torres Novas foi encontrado bem estacionado

O BMW roubado ao vereador social-democrata de Torres Novas foi encontrado dois dias após lhe ter sido roubado, não muito longe de casa. O que deixa Nuno Santos ainda mais preocupado.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
O que faz um ladrão largar um automóvel de grande cilindrada apenas a dez quilómetros do local de onde o levou? É esta pergunta que tem incomodado Nuno Santos, proprietário do veículo.O vereador da Câmara de Torres Novas nem queria acreditar quando, na tarde de dia 17, lhe ligaram a comunicar onde estava o BMW que na noite da segunda-feira anterior lhe tinham roubado. “Foi um amigo meu que passou pelo local e conheceu a matrícula”, diz a O MIRANTE. As autoridades foram de imediato alertadas e, depois dos procedimentos policiais habituais, como a procura de impressões digitais, Nuno Santos levou o carro para casa.Feliz por ter de novo o seu BMW Nuno Santos admite estar, no entanto, “menos descansado” com a situação e confessa que até teve medo de se pôr novamente ao volante.“Não é normal que alguém que roube um carro o abandone dia e meio depois” diz, minutos antes de o levar para a oficina da BMW em Leiria. Quando na noite de segunda-feira, 15 de Maio, foi assaltado à mão armada e colocado à força dentro do porta-bagagem do seu carro, Nuno Santos pensou em muitas teorias. Que queriam o carro para vender, que o iriam utilizar para outros assaltos, que nunca mais o veria.Encontrá-lo pouco mais de 24 horas depois, bem estacionado e com o nível do depósito de combustível praticamente inalterado não estava nos seus planos. “Pensei que mesmo que o encontrassem seria muito longe daqui”.A ideia que dá, diz Nuno Santos, “é que depois de me terem deixado no pinhal pouco mais andaram com o carro. Não me lembro dos quilómetros que tinha mas sei que o depósito estava um quarto cheio e o ponteiro praticamente não mexeu”.O que leva o vereador a questionar-se sobre o porquê do roubo e do sequestro. “Quiseram pregar-lhe um susto?”. Nuno Santos abana a cabeça. “Não sei. Mas quem e porquê?”.“Em termos profissionais tenho uma empresa de consultadoria. Não tenho fornecedores, só clientes, e parecem-me satisfeitos com o meu trabalho. Na política acredito também não ter inimigos”, afirma o vereador.Que pensa alto – “Nunca criei inimizades com a maioria socialista, nunca tomei uma posição mais dura na câmara. Caramba, se isto se tivesse passado numa terra com forte turbulência política como algumas no norte… Agora aqui, onde está tudo calmo…”.Nuno Santos não conheceu o homem que nessa noite, quando estacionou o carro junto à garagem, lhe apontou uma pistola – tinha um capuz enfiado e só lhe via os olhos – nem lhe conheceu sequer a voz. O mesmo se passou em relação ao cúmplice, que os esperava na estrada em frente da vivenda, no Bairro da Silvã, em Torres Novas.Na altura entregou-lhes a chaves do carro e disse-lhes que podiam levá-lo, assim como o telemóvel e todos os outros pertences. Mas eles fizeram questão de o levar. De o colocar no porta-bagagem e de o deixar abandonado no pinhal da Sapeira, junto à Meia Via, nos arredores da cidade.Hoje, apesar de ter trocado todas as fechaduras de casa e de ter recuperado o carro continua sem dormir descansado. “Acho tudo isto muito estranho…”.Margarida Cabeleira
“Acho isto tudo muito estranho”

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