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Câmara prepara processos a funcionários do cemitério

Câmara prepara processos a funcionários do cemitério

Achados macabros fora dos muros do recinto motivam decisão

Na próxima reunião de câmara deve ser votada a abertura de um inquérito disciplinar interno a cinco funcionários. O Ministério Público também está a investigar o caso.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
O presidente da Câmara de Santarém garante que não vai deixar cair no esquecimento o apuramento de responsabilidades referente aos achados macabros que foram descobertos na semana passada junto ao cemitério da cidade. Entre eles dois ossos humanos, roupas e cabelos de corpos exumados.Francisco Moita Flores (PSD) quis que a vereação se pronunciasse na reunião do executivo desta segunda-feira sobre a abertura de um inquérito disciplinar a cinco funcionários municipais. Mas tanto os vereadores do PS como o da CDU recusaram tomar qualquer posição sem primeiro analisar o relatório de averiguações que está na posse do presidente. O assunto vai ser agendado para a próxima reunião de câmara, a 29 de Maio. Em paralelo com o inquérito disciplinar, o presidente do município garante que o assunto foi comunicado ao Ministério Público.Em causa estão cinco funcionários - um encarregado e quatro coveiros - que terão despejado roupas dos mortos, alguns ossos, cabelos e restos de campas e de lápides na encosta onde assenta a parte baixa do cemitério.Técnicos do Instituto de Medicina Legal deslocaram-se à zona e recolheram amostras de várias peças de roupa e cabelos. Para o laboratório foram ainda enviados dois ossos encontrados na encosta que se supõe pertencerem a cadáveres exumados.Após a descoberta, a 16 de Maio, a câmara abriu um processo de averiguações para apurar responsabilidades dos funcionários do cemitério e Moita Flores prometeu ir "até às últimas consequências" nos processos disciplinares que venham a ser levantados."Quando uma cidade chega a este ponto vive na bandalheira total", disse Moita Flores, que foi eleito em Outubro.Em causa estão crimes ambientais e de profanação de cadáver pelo que os eventuais responsáveis poderão ser também constituídos arguidos pelas autoridades judiciais.Estes cadáveres resultam de exumações que, conforme estipula a lei, só se podem realizar três anos após o enterramento, ficando as ossadas incineradas ou colocadas numa vala comum.No caso de Santarém, como o cemitério não tem forno crematório, existem valas comuns onde são colocadas este tipo de ossadas, explicou Moita Flores, que quer abrir em Novembro deste ano um concurso para a construção de um novo espaço.O futuro cemitério será construído em Vale de Ossos e contará com um forno crematório, estando ainda prevista a transladação das campas da parte mais baixa do actual espaço de enterramento.
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