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Denúncia de caloteiro em tribunal

Denúncia de caloteiro em tribunal

Alegado devedor desmente e não gostou de ser exposto

A empresa que publicitou um calote na EN 10 em Alverca pode ser acusada de calúnia e difamação. O alegado devedor desmente a dívida, mas o tribunal já condenou a sociedade de que é gerente ao pagamento.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
A colocação de um painel à beira da Estrada Nacional 10, em Alverca, a denunciar um caloteiro pode acabar em Tribunal. O empresário identificado como devedor vai processar o autor da mensagem e desmente ser responsável pela dívida.No final de Março, a Jomafru-empresa de distribuição e retalho de frutas e legumes com sede em Alverca-colocou um painel amarelo com dois lados onde alegava ser credora de uma dívida de 1419,31 euros.Segundo o gerente da Jomafru, Marco Ribeiro, o montante resultou do fornecimento de frutas e legumes à empresa Sopa Doce, sociedade que gere o empreendimento Casal das Castanhas, em Sub-Serra, São João dos Montes. Trata-se de um espaço onde se organizam festas de casamentos, baptizados e convívios de empresas. Ernesto Marques, sócio gerente da empresa e o nome mencionado como responsável pelo calote refuta a acusação e processou o autor da alegada calúnia por difamação. Marco Ribeiro reagiu com tranquilidade e garante a O MIRANTE que a retirada do painel não foi influenciada pela queixa em Tribunal. Esteve lá um mês como tínhamos previsto, disse. A dívida da Sopa Doce à Jomafru é do conhecimento do Tribunal de Vila Franca de Xira que em Março de 2005, notificou a sociedade para pagar o montante de 1504,55 euros que corresponde ao valor da dívida mais 62,99 euros de juros e 22,25 de taxas de justiça. Como não recebeu o valor fixado pelo tribunal, Marco Ribeiro, resolveu denunciar publicamente o calote.Já tive outros credores desse senhor a lamentarem-se, acrescentou.O gerente da Jomafru aguarda que o tribunal nomeie o solicitador para a execução da penhora e garante que irá ao restaurante escolher produtos no valor da dívida. Começo pelos vinhos, explicou.O MIRANTE tentou contactar Ernesto Marques, mas o empresário não esteve disponível. Em declarações ao Correio da Manhã garantiu não ter qualquer dívida. Não devo nada a ninguém e já meti esses senhores [Jomafru] em tribunal”, afirmou, acrescentando já ter apresentado uma queixa por difamação.O empresário garantiu nunca ter recebido a notificação do Tribunal de Vila Franca de Xira, nem qualquer contacto por parte da empresa Jomafru.Nelson Silva Lopes
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