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Empreitada em ponto morto

Obras no troço da EN 114 entre Almeirim e Coruche com atrasos

Segundo a Direcção de Estradas de Santarém os trabalhos devem recomeçar ainda durante o mês de Maio.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
Faltam cerca de três meses para se atingir o prazo de conclusão previsto para a requalificação do troço de 16 quilómetros da Estrada Nacional (EN) 114, entre Almeirim e Caneira (Coruche), e só agora se prevê o arranque em força das obras. Segundo confirmou a O MIRANTE o director de Estradas de Santarém, estrutura regional da Estradas de Portugal (EP), dificuldades de uma das empresas do consórcio responsável pela obra ditaram o atraso.“A Acoril teve alguns problemas internos pelo que foi invertida a liderança do consórcio, passando a Eusébios & Filhos SA a ficar responsável pela requalificação da via”, esclarece Alcindo Cordeiro. A situação teve um impacto negativo no que respeita ao cumprimento do prazo previsto para a conclusão da obra - Agosto de 2006. Alcindo Cordeiro prefere, por isso, não adiantar uma data em concreto. Prevê apenas que os trabalhos rejam reiniciados ainda em Maio. A Eusébios & Filhos terá já contratado um subempreiteiro para concluir a empreitada.Recorde-se que, no terreno, ainda pouco foi realizado nos cerca de 16 quilómetros de troço. Além de centenas de árvores cortadas junto à EN 114 e de curvas corrigidas para trajectórias mais alargadas, está quase tudo por fazer. A empreitada foi adjudicada por 2,887 milhões de euros e o prazo de execução apontava o final das obras para Agosto de 2006. Nos últimos meses mal se viram operários e máquinas no terreno e junto ao estaleiro de obras instalado perto da aldeia da Raposa. A obra prevê a beneficiação do pavimento, inclusão de sistema de drenagem de águas pluviais, reforço dos equipamentos de sinalização e segurança da via, além da reformulação geométrica dos principais cruzamentos e entroncamentos existentes.O presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), já lamentou por mais de uma ocasião que os trabalhos na estrada estejam parados, aludindo ao processo de falência em que estará envolvido a empresa Acoril.Durante o mês de Março, O MIRANTE enviou dois faxes à Acoril Empreiteiros SA para solicitar mais esclarecimentos sobre a empreitada e as alegadas dificuldades por que passava, mas não obteve resposta.Da parte da EP, nessa mesma altura, informaram também desconhecer qualquer problema com a referida empresa e que as obras estavam a decorrer no ritmo previsto. Ricardo Carreira

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