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Insegurança no Choupal

Insegurança no Choupal

Toxicodependentes injectam-se junto a jardim de infância em Santarém

O presidente da Câmara de Santarém diz que a vigilância do espaço público compete à PSP. Que por sua vez assegura que reforçou a vigilância na zona.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
A presidente da Associação de Pais e Amigos do Jardim de Infância do Choupal foi à última reunião do executivo da Câmara de Santarém reclamar mais segurança para as 45 crianças que frequentam o recinto. A zona, nas traseiras do supermercado Lidl, é frequentada por indivíduos referenciados como toxicodependentes, que alegadamente se injectam junto ao estabelecimento.O presidente do município comungou da preocupação de Ana Ramos, mas remeteu a batata quente para a polícia. Francisco Moita Flores (PSD) declarou que a vigilância do espaço público é da responsabilidade da PSP e que a câmara não tem competência para combater as supostas actividades marginais que ocorrem nas imediações do jardim de infância. Designadamente o tráfico e consumo de droga.As queixas dos pais e funcionários do espaço já são antigas e voltaram a ouvir-se após uma criança ter encontrado na semana passada, junto a um muro do jardim de infância, uma seringa aparentemente utilizada por um toxicodependente.“A procura do espaço envolvente ao jardim de infância do Choupal por parte da comunidade toxicodependente é uma realidade com pelo menos três anos” e conhecida dos organismos educativos, policiais e autárquicos, observa a associação de pais num ofício enviado a uma série de entidades oficiais.A polícia, apesar das conhecidas limitações de pessoal, tem a zona referenciada e a vigilância foi reforçada após uma reunião, em Fevereiro último, onde o assunto foi abordado com a polícia e a câmara, afirmou ao nosso jornal o subcomissário Jorge Soares. Uma situação que a presidente da associação de pais confirmou perante o executivo.A câmara comprometeu-se a limpar a zona envolvente e no ar terá ficado a hipótese de se criar uma vedação em redor do perímetro do recinto, mas o presidente da câmara não parece muito entusiasta da ideia. Esta segunda-feira Moita Flores considerou que tal medida não resolve os problemas de marginalidade que ali ocorrem. Moita Flores lembrou que o assunto já foi abordado várias vezes entre a câmara e a PSP e que pouco mais pode fazer: “Não tenho competências nem poder para dar ordens à PSP”, disse na reunião do executivo, acrescentando “saber que é fácil culpar a câmara, que não tem capacidade para responder”.Os pais, por sua vez, dizem que não são “arma de arremesso político” e querem ver o problema resolvido. “O assunto é sério e grave, pois trata-se de um problema de saúde pública, de falta de condições de higiene e limpeza da zona envolvente e da ausência de uma protecção segura em redor da vedação, há muito reclamada”, advertem no ofício enviado a várias entidades.Moita Fores afirma-se solidário com as preocupações dos pais e garante que está disposto a ir com eles apresentar o problema da insegurança até ao patamar mais alto de responsabilidade, no caso o Ministério da Administração Interna. Em declarações à agência Lusa, o comandante distrital da PSP, Levy Correia, escusou-se a comentar os pedidos de reforço de policiamento, considerando que a "polícia está a actuar e não funciona a recado de ninguém".No entanto, o comandante considera que esta é uma situação "nada preocupante" até porque "Santarém é das cidades mais calmas do país", embora tenha "toxicodependentes como todas as cidades têm".
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