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“Mandaram a GNR à minha procura”

“Mandaram a GNR à minha procura”

Estilista e vereador trocam acusações na Assembleia Municipal de Azambuja

A munícipe Palmira Horta não se conforma com a forma como foi notificada pela Câmara de Azambuja para pagar uma multa por obras ilegais no quintal.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
Uma munícipe de Azambuja está indignada pela forma como foi notificada pela Câmara Municipal para proceder ao pagamento de uma multa por ter efectuado obras ilegais no seu quintal.Palmira Horta, uma estilista natural da vila de Azambuja, deslocou-se à última sessão da assembleia municipal, realizada na noite de quinta-feira, no Páteo do Valverde, para manifestar o seu desagrado pela forma como diz ter sido tratada pela autarquia. “Mandaram a GNR à minha procura. Não tenho que dizer que estou a trabalhar fora e onde estou. A minha morada continua a ser a rua Eng. Moniz da Maia”, disse exaltada na última sessão da assembleia. A munícipe não põe em causa o valor da multa a pagar pelas obras efectuadas sem licença – que será saldada em suaves prestações –, mas não se conforma que a autarquia tenha enviado a carta para a notificação para a GNR em vez de a deixar na sua caixa do correio. A estilista garante que o correio é visto com regularidade por uma amiga pelo que seria fácil receber o documento em causa. Palmira Horta não percebe porque é que os convites para a Feira de Maio, onde habitualmente participa voluntariamente, foram colocados directamente na caixa do correio o que não aconteceu com a notificação para o pagamento da multa. “Fiz muito pela terra e na altura de ser contactada pela autarquia sou tratada desta forma”, protestou indignada a munícipe, dirigindo-se pessoalmente ao vereador José Manuel Pratas. “Encontramo-nos numa curva”, acrescentou.O vereador não gostou da forma como foi abordado publicamente pela munícipe e mostrou intenção de processar Palmira Horta por “ameaças e injúrias”.O presidente da Câmara de Azambuja, Joaquim Ramos, lembrou a munícipe de que não podem existir dois pesos e duas medidas. “Nunca foi colocada em causa por qualquer pessoa de Azambuja a sua capacidade de mobilização e dinamização. Mas uma coisa é a actividade associativa de Palmira Horta, outra coisa é o cumprimento dos procedimentos que regulam as questões autárquicas”, retorquiu o autarca.Joaquim Ramos garante que a notificação através da GNR faz parte do procedimento legal, que prevê ainda a possibilidade de recorrer a edital. Uma medida que, segundo o autarca, pode ser mais confrangedora ao expor o teor do assunto na praça pública.Ana Santiago
“Mandaram a GNR à minha procura”

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