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Ministério Público diz que foi acidente

Queda de varanda em Santarém com processo arquivado
Edição de 24.05.2006 | Sociedade
O despacho de arquivamento do processo foi emitido a 9 de Maio e sustenta-se na tese de acidente. Mas os representantes da vítima, que sofreu ferimentos graves, ainda podem requerer a abertura de instrução do processo no prazo de vinte dias.Conforme O MIRANTE relatou na altura, Maria Augusta Rodrigues, então com 71 anos, encontrava-se a estender roupa na varanda do seu apartamento, que cerca de dois anos antes havia arrendado à câmara. O varão da varanda - que fixava o estendal da roupa e à qual a vítima se encontrava encostada - não aguentou a pressão do seu corpo e o peso dos tapetes que então pendurava no estendal e cedeu. A idosa precipitou-se do primeiro andar para o vazio. Uma queda de cerca de seis metros. Sofreu ferimentos graves na cabeça e fracturas de costelas e nos braços. As sequelas deixaram-na diminuída fisicamente.A deficiente fixação do varão da varanda, que se observava igualmente noutros apartamentos, foi apontada como a principal causa para o acidente pelo marido da vítima. Os ferros não se encontravam devidamente chumbados na parede. A Câmara de Santarém, dona do apartamento, comprometeu-se a abrir um “rigoroso inquérito” e a reparar a situação.“Se soubéssemos teríamos tomado medidas, pois trata-se da segurança das pessoas. Foi um acidente lamentável”, disse na altura ao nosso jornal o então vice-presidente do município, Manuel Afonso, imputando eventuais falhas ao construtor.O inquérito interno da autarquia acabou por não atribuir culpas directas a ninguém. E o Ministério Público considera que a conjugação dos elementos dos autos indica que a queda teve origem acidental, “devido a utilização dada ao gradeamento da varanda que servia de apoio ao corpo de Maria Augusta Rodrigues ao colocar a roupa no estendal”.A câmara já anteriormente havia declinado responsabilidades ao juntar aos autos uma informação onde conclui pela “inexistência de nexo de causalidade entre actos e omissões” da edilidade e as lesões sofridas pela sua arrendatária.

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