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O paraíso em Vialonga

O paraíso em Vialonga

Mata de 24 hectares ganha vida com parque urbano

Vialonga vai ter um parque urbano na Mata do Paraíso. Uma área equivalente a mais de 30 campos de futebol terá espaços de descanso e meditação. A Obriverca cede o terreno e como contrapartida vai urbanizar a Quinta do Duque.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
A Mata do Paraíso, em Vialonga, vai ser transformada num parque urbano assente no conceito de “belo natural”. O projecto, da autoria do arquitecto paisagista Sidónio Pardal, deverá arrancar no próximo ano e tem um prazo de construção superior a 10 anos.Na apresentação do projecto, no sábado, 20 de Maio, em Vialonga, Sidónio Pardal definiu o parque como um espaço “onde as pessoas estejam completamente à vontade”. O aproveitamento da beleza natural e a simplicidade são conceitos chave do espaço que será construído numa superfície de 24 hectares.Um projecto minimalista em que é evitada ao máximo a introdução de estruturas físicas estranhas ao espaço natural. De acordo com o arquitecto paisagista, também responsável pelo Parque da Cidade do Porto, o parque deve proporcionar prazeres simples, constituindo-se como uma “catedral de meditação que não precisa de entretenimentos”.Por isso, está apenas prevista a construção de dois anfiteatros informais, espaços de descanso e mapas informativos, sendo aproveitadas muitas das espécies arbóreas já existentes na mata. Para não interferir com o conceito de puro lazer, o estacionamento será construído no exterior do parque.Sobre a proximidade do parque de uma zona de bairros sociais problemáticos, Sidónio Parda defendeu que “se o parque urbano merecer respeito, as pessoas respeitam-no”. O arquitecto deu o exemplo do Parque da Cidade do Porto que foi construído ao lado do problemático bairro do Aldoar cujos moradores “nunca estragaram nada”. A apresentação do passado sábado foi precedida por uma visita à Mata do Paraíso, com a participação da Assembleia Municipal e do executivo camarário de Vila Franca de Xira. No local a presidente da autarquia, anunciou que a linha de água que atravessa o terreno, a ribeira da Fonte Santa, vai ser recuperada.Sublinhando os elevados custos de um projecto com estas características, mas sem adiantar valores, Maria da Luz Rosinha referiu que não existe um prazo definido para a conclusão do parque. “Isto não é uma obra para amanhã, pode demorar uma geração a nascer”, afirmou. O estudo de viabilidade do parque esteve a cargo do Gabinete de Apoio da Universidade Técnica de Lisboa em parceria com a autarquia vilafranquense. Neste momento, está a ser feito, pelas duas entidades, o levantamento das árvores e o próximo passo é fazer o levantamento dos caminhos e das linhas de água existentes, prosseguindo também a limpeza da mata, que até agora era utilizada para despejo de entulho. O terreno onde vai nascer o parque da Mata do Paraíso pertence à empresa de construção Obriverca. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira já acordou com a proprietária fazer uma alteração no âmbito da revisão do Plano Director Municipal para que não seja possível construir naquele terreno. Como contrapartida, a autarquia vai permitir à Obriverca a construção de parte do que poderia ser feito na Mata do Paraíso na Quinta do Duque, também em Vialonga.
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