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“Prometi acabar com as barracas e vou cumprir”

“Prometi acabar com as barracas e vou cumprir”

Realojamento no Entroncamento foi sempre aprovado por unanimidade

A propósito da acusação de xenofobia que lhe foi feita pelo Bloco de Esquerda, o presidente da Câmara do Entroncamento diz que o realojamento de famílias no seu concelho foi sempre decidido por unanimidade e por todo o executivo.

Edição de 24.05.2006 | Sociedade
Desde que o actual presidente da Câmara do Entroncamento, Jaime Ramos (PSD), assumiu o cargo, há cinco anos, todas as decisões sobre realojamento de famílias têm sido tomadas por unanimidade e por todo o executivo municipal. “No meu programa constava a eliminação de barracas e é isso que tem estado a ser feito. Foram realojadas 10 famílias, oito das quais de etnia cigana. É muito fácil emitir comunicados como fez o Bloco de Esquerda a chamar-me xenófobo”, refere o autarca.Na sequência de um boato difundido pela Internet onde se dizia que o presidente da Câmara do Entroncamento tinha aceitado receber famílias ciganas oriundas de diversos concelhos do Distrito de Santarém, Jaime Ramos escreveu uma carta aos munícipes desmentindo tal situação. No final da mesma afirmava: “Não realojei, nem realojarei qualquer família de etnia cigana vinda de fora do Entroncamento enquanto for presidente da câmara”. A frase foi aproveitada pelo Bloco de Esquerda, que tem um vereador no executivo (Henrique Leal) para apelidar o seu autor de xenófobo.O Bloco de Esquerda participou nas decisões que levaram ao realojamento de famílias ciganas no Entroncamento durante os mandatos de Jaime Ramos. E tem conhecimento que a política seguida é a de realojar apenas famílias residentes no concelho e que fazem parte de uma lista ordenada de famílias com carências de habitação confirmadas. O presidente da câmara afirma-se desagradado com a tentativa de aproveitamento político da situação. “Não sei como é nos outros concelhos, mas aqui sempre realojamos pessoas residentes e que fazem parte de uma lista elaborada pelos serviços. Quem foi atacado pelo boato fui eu, não foi o executivo. Era do presidente que se falava e por isso entendi que deveria ser eu a dirigir-me aos munícipes. Escrevi que não realojei nem realojarei famílias ciganas porque o que estava em causa era o realojamento de famílias de etnia cigana. Quem me acusa de xenofobia sabe muito bem que a posição é a mesma em relação a qualquer outra família que venha de fora”, explica.O presidente da autarquia lembra que a circulação de pessoas e bens é livre mas diz que se vai manter firme na decisão de não permitir o surgimento de mais habitações clandestinas e barracas. “Temos ainda por realojar três famílias ciganas e uma senhora que vive sozinha, junto à rua D. Pedro V. E também estamos a realojar as pessoas que vivem no bairro das pré-fabricadas à medida que temos soluções porque consideramos que aquelas habitações não têm dignidade. Todo o executivo tem acompanhado e aprovado esse processo. Queremos libertar aquela área para futuramente ali podermos construir novas habitações”. Ainda sobre a acusação que lhe foi feita pelo Bloco de Esquerda de xenofobia, o autarca refere um episódio passado no mandato anterior que considera significativo. “Em determinada altura e a propósito da comunidade cigana e da sua integração, o então vereador da CDU, António Ferreira, sugeriu ao vereador do Bloco de Esquerda, Henrique Leal, que tinha a seu cargo o pelouro da cultura, que dinamizasse algumas iniciativas naquela área. Ele demarcou-se logo. Não estava virado para isso”. Jaime Ramos, que pediu à Polícia Judiciária que investigue a origem do boato sobre o alojamento de famílias ciganas de vários pontos do Distrito no Entroncamento, está convencido que o autor ou autores serão identificados.
“Prometi acabar com as barracas e vou cumprir”

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