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A música que soa debaixo da terra

Edição de 31.05.2006 | Cultura e Lazer
Início da tarde de sexta-feira. Um piso abaixo do nível do solo, algures na cave de um centro comercial de Cascais. Miguel Ângelo abre-nos uma porta dupla e dá-nos entrada para uma sala insonorizada. Veste calças de ganga e tem nos pés umas All Stars. “Azul” é definitivamente a cor do cantor que nasceu e cresceu perto da baía.O espaço de uma antiga garagem foi adaptado e é hoje um autêntica oficina de música que os liberta da rigidez dos horários dos estúdios. É lá que marcam encontro Miguel Ângelo, Fernando Cunha, Rui Fadigas, Luís Sampaio e Jorge Quadros.A palavra rotina não diz nada a quem tem ensaios de manutenção das 15h00 às 20h00 e espectáculos à noite. A agenda é feita semanalmente. Tenta-se acompanhar a vida familiar. Os dois filhos do vocalista, Máxima, 14 anos, e Martim, 11, já vão sozinhos para a escola. Mas quando frequentavam a creche era o vocalista que os acompanhava ao jardim. Às vezes à custa de muitas horas de sono. É à noite, quando a cidade dorme, que o criador dá asas à imaginação, na solidão da marquise transformada em estúdio caseiro. Já era assim antes dos Delfins, nos tempos da arquitectura. “Há gente que com a idade começa a levantar-se às cinco da manhã para escrever. Para aproveitar o silêncio antes do dia começar. Eu continuo na fase da noite”. Ao ritmo da música.

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