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Amores impossíveis em Santarém

Amores impossíveis em Santarém

Amor de Perdição é a nova produção do Veto Teatro Oficina
Edição de 31.05.2006 | Cultura e Lazer
Mais de cem pessoas assistiram na noite de quinta-feira à morte de Simão, Teresa e Mariana, protagonistas de mais uma história de amores impossíveis que acaba em tragédia. A responsabilidade do drama que se abateu sobre o palco do Teatro Taborda, em Santarém, cabe inteirinha ao Veto Teatro Oficina. A companhia escalabitana recuperou o clássico “Amor de Perdição”, com encenação de José Ramos, bebendo do romance original de Camilo Castelo Branco e da peça de Romeu Correia. Uma espécie de Romeu e Julieta em versão lusa que tem como palco principal a Beira Alta e como protagonistas dois jovens enamorados – Teresa (Sara Gabriel) e Simão (Pedro Marcos) – cujos pais se odeiam.Hoje pouco mal viria daí ao mundo, mas no início do século XIX, quando se passa a trama, as coisas fiavam mais fino. O pai de Teresa, o abastado Tadeu de Albuquerque (representado por um convincente Nuno Domingos), proíbe-a de namorar com o vizinho Simão, filho do seu inimigo de estimação Domingos Botelho (Mário Marcos), corregedor de Viseu.Pelo meio entra o morgado de Castro de Aire e primo de Teresa, Baltazar Coutinho (David Gomes), como seu pretendente, com o aval do pai da jovem. Estão lançados os ingredientes para a tragédia. A jovem recusa desposar o familiar e prefere o convento. Inconformado com a sua sorte, Simão mata Baltazar e é condenado a 10 anos de degredo na Índia.No seu tempo de prisão antes de ser deportado é apoiado por Mariana (Ana Gargaté), que assume o papel de sua criada e que por ele tem uma paixão implícita. Já se adivinha que esta história não tem um final feliz. O ocaso da peça é uma sucessão de mortes e funerais. Teresa morre tuberculosa num convento no Porto. Simão falece a caminho da Índia vítima de febre maligna. E Mariana, que com ele viajara, atira-se ao mar acompanhando o corpo do seu amado. O novo projecto do Veto Teatro Oficina mereceu o acolhimento entusiástico da plateia na ante-estreia. Os desempenhos de Pedro Marcos e Sara Gabriel destacam-se, até pelo tempo de exposição em cena. Nuno Domingos, Eliseu Raimundo (vestindo a pele do ferrador pai de Mariana), Mário Marcos, Ana Gargaté, David Gomes e António Júlio (como procurador, arrieiro e carcereiro) têm também papéis de destaque e são bem acompanhados pelo restante elenco.Até final de Junho as sessões já têm lotação esgotada. Depois metem-se as férias, regressando os espectáculos em Outubro.João Calhaz
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