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Campo das Pratas passa para a autarquia

Câmara do Cartaxo e proprietário do terreno vão assinar protocolo que envolve cedências gratuitas e contrapartidas

O proprietário do terreno onde está o Campo das Pratas, no Cartaxo, onde jogam as camadas jovens do clube, cede à câmara a parcela onde está situado o campo de futebol em troca da garantia de urbanização de outras áreas confinantes.

Edição de 31.05.2006 | Desporto
A Câmara do Cartaxo chegou a acordo com o proprietário dos terrenos onde está implantado o campo das Pratas, do Sport Lisboa e Cartaxo (SLC), para a assinatura de um protocolo de cedência gratuita de terrenos a troco de contrapartidas.No protocolo, dado a conhecer na reunião de segunda-feira do executivo municipal, Manuel Marques e Maria de Jesus, proprietários dos terrenos, comprometem-se a ceder à autarquia, de forma gratuita, a parcela onde está implantado o campo das Pratas.A autarquia cartaxense fica no direito de destinar aquela parcela de terreno a equipamentos públicos e compromete-se a desenvolver todos os esforços para aprovar o processo em assembleia municipal e propor à Administração Central que, no âmbito da revisão do Plano Director Municipal (PDM), contemple o alargamento do perímetro urbano da freguesia do Cartaxo até aos terrenos do proprietário. Que ficará possibilitado de urbanizar a parcela de terreno restante. A câmara terá ainda direito a uma parcela contígua à Quinta das Pratas que ficará definida como zona de expansão, caso os terrenos sejam loteados.O presidente da Câmara do Cartaxo considerou excelente o acordo a que as partes chegaram. Paulo Caldas (PS) entende que, com a solução encontrada, poderá ser reanalisada a intenção de construir o relvado sintético e a nova sede do SLC em frente ao estádio municipal. “O relvado poderá ser montado no campo das Pratas, bem como a sede e balneários previstos em terrenos adjacentes”, aventou o autarca. Que recorda que não fará sentido apostar na construção do sintético em frente ao estádio municipal face aos gastos previstos com terraplanagens e iluminação, agora que foi alcançada uma solução mais adequada. Afirmou ainda que, em termos jurídicos, será definido o tipo de cedência do campo das Pratas a efectuar com o clube. O protocolo produz efeitos a partir da publicação da próxima revisão do PDM do Cartaxo, prevista para 2006 ou 2007, mas Paulo Caldas considera que o acordo poderá ser posto em prática a curto prazo.O presidente do SLC desconhece o protocolo tornado público na reunião de câmara. Avelar Marques afirmou a O MIRANTE que se congratula com a possibilidade de resolução de um problema entre o clube e o proprietário, com a passagem do terreno onde o campo está implantado para a posse da autarquia, mas recorda que o problema do clube não fica resolvido.“Nós temos um problema de espaço que, a fazer o sintético no campo das Pratas, irá ficar na mesma. Temos 13 equipas e apenas um campo disponível semanalmente entre as 18h30 e as 20h00, além das horas disponibilizadas no estádio municipal”, esclarece.Avelar Marques considera que se o Ouriquense, com três equipas, foi ajudado na criação do seu segundo campo, o SLC também o deve ser.Por seu turno, Paulo Caldas diz que o relvado será suficiente para o clube, lembrando que terá ainda utilização preferencial do estádio municipal e do campo pelado da escola secundária.Recorde-se que Manuel Marques, o proprietário do terreno onde está situado o Campo das Pratas entregou, em Novembro de 2003, uma acção de despejo em tribunal contra o Sport Lisboa e Cartaxo (ver edição de 25 de Março 2004). Em causa está, alegadamente, a realização de obras no campo sem autorização escrita, referentes a um contrato de arrendamento que remonta a 1996. O clube entregou a contestação ao pedido de acção de despejo mas com este protocolo o caso poderá ficar por aqui.Ricardo Carreira

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