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Santarém fora do conselho de administração

Santarém fora do conselho de administração

Sociedade Gestora da Área de Localização Empresarial do Falcão aprovada pela Assembleia Municipal do Cartaxo
Edição de 31.05.2006 | Economia
A Assembleia Municipal do Cartaxo aprovou esta sexta-feira a constituição da Sociedade Gestora Valleypark – Parque de Negócios, S.A., que vai administrar a Área de Localização Empresarial (ALE) do Falcão. Para mais tarde ficará a escritura do acordo para-social.A Valleypark foi formalmente constituída esta segunda-feira mas apenas durante a assembleia se ficou a saber que o acordo para-social definido entre os accionistas da sociedade gestora – Imocom Parque de Negócios, Lena Engenharia e Construções, Nersant e Câmara do Cartaxo, não prevê representação no conselho de administração de accionistas com menos de dez por cento de capital social.O capital social previsto para o município do Cartaxo é de 15 por cento. Mas futuramente terá que ceder uma parte dessa quota a Santarém, pela participação da autarquia scalabitana no projecto intermunicipal já que uma das quatro zonas da ALE está situada no seu território.O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), justificou que, através de aconselhamento jurídico, o acordo não deveria ser divulgado nem a sua aprovação posta à consideração da assembleia. Mas acabou por ceder por força da insistência dos deputados da oposição.Após consulta ao acordo para-social da sociedade, Vasco Cunha (PSD) concluiu que Santarém irá ficar sem representação no conselho de administração da empresa, já que não deverá ter os 10 por cento de quota mínimos.Por parte da CDU, Délio Pereira manifestou dúvidas acerca do nome estrangeiro escolhido para designação da empresa. Mas também pela presença da Imocom e da Nersant na estrutura accionista da empresa - “Uma empresa que gere negócios na área do imobiliário e uma entidade com grandes culpas no fecho de empresas e desemprego criados no concelho do Cartaxo”, sentenciou o deputado comunista. Que criticou ainda o facto de a maioria do capital social da sociedade ficar nas mãos de privados. Pelo Bloco de Esquerda, Francisco Colaço considerou que os 15 por cento reservados às câmaras de Cartaxo e Santarém na estrutura accionista da empresa representam uma posição de fragilidade face aos privados. As autarquias, em seu entender, deveriam ter a maioria das acções.Na altura da votação a constituição da sociedade gestora foi aprovada com 19 votos a favor, um voto contra e uma abstenção, da deputada do PSD, Luísa Pato. Ricardo Carreira
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