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Uma coisa é ser matador e outra é ser primeira figura

Edição de 31.05.2006 | Entrevista
É apoderado de algum toureiro? Eu nunca fui um apoderado porque o apoderado vive de e para o artista. Eu fui representante de um par de jovens mas sem esse tipo de relação. Nunca ganhei dinheiro com eles, pelo contrário, ainda pedi favores e ajudas a amigos para que eles tivessem oportunidade para tentar a sua sorte como profissionais de toureio.Como tem sido essa experiência? Houve um caso complicado com o Mário Coelho (filho do maestro Mário Coelho) que esteve comigo muito pouco tempo. O Luís Procuna da Moita também não vingou como pretendia e depois tive o Mário Miguel que também tentou a sua sorte. Agora estou a apoiar o João Diogo Fera – que está a passar um mau momento devido à morte do seu representante, o Fernando Camacho, que ele admirava muito - e o Nuno Casquinha que estão aqui a treinar na minha quinta. Todos os dias de manhã tenho aqui estes dois jovens que me parecem ter muito valor. Vamos ver.O João Diogo e o Nuno Casquinha têm condições para ser matadores?Eu acho que sim. Têm condições, capacidade e conhecimentos técnicos. Mas uma coisa é ser matador de toiros e outra é ser toureiro de primeira categoria e não falamos já de ser figura de toureiro. Nesta arte há desde os pesos moscas, pesos plumas, pesos médios, até aos pesos pesados. O mundo taurino internacional é só para os pesos pesados, nunca pode ser para os pesos moscas.Há extraordinários pesos médios que não têm capacidade para assumir a responsabilidade como pesos pesados. Ser figura significa estar nas grandes feiras internacionais em Espanha, França, México, Colômbia. Eu posso tourear cem corridas numa temporada e não fazer nem metade em praças de primeira categoria.

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