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“Agora venha a obra”

“Agora venha a obra”

Autarcas de Abrantes e Ponte de Sôr querem que a nova ponte saia do papel

Autarcas de Abrantes e Ponte de Sôr aplaudem decisão do Governo sobre localização da nova ponte sobre o Tejo mas avisam que o projecto é demasiado importante para ficar parado no tempo.

Edição de 31.05.2006 | Sociedade
“O Governo fez a sua opção e clarificou de uma vez por todas a localização da nova ponte sobre o Tejo. Agora que venha a obra”. Foi desta forma que o presidente da Câmara de Abrantes iniciou na segunda-feira a conferência de Imprensa que tinha como único objectivo chamar a atenção para a urgência da infra-estrutura.Salientando que a nova travessia sobre o Tejo está contemplada no Plano Rodoviário Nacional de 2000, Nelson Carvalho afirmou ser “inadmissível” que o estudo prévio sobre o troço do IC9, que contempla a ponte, ainda não esteja concluído.“A empresa Estradas de Portugal deve assumir de uma vez por todas a prioridade deste projecto, tal como o Governo o fez agora, e terminar rapidamente o respectivo estudo prévio, de modo a que o troço do IC9 e a ponte avancem já em 2007”, referiu o autarca.Por considerar que o troço que irá ligar o Alentejo (Ponte de Sôr) ao litoral (na zona da Marinha Grande) é uma acessibilidade de grande importância, não só local mas também regional e nacional, Nelson Carvalho fez questão de ter a seu lado na segunda-feira um membro do executivo de Ponte de Sôr. Coube ao vereador José Fernando Coelho, na impossibilidade da presença do presidente do município, a defesa do troço do IC9 e da travessia do Tejo junto a Abrantes.“Não temos o direito de invadir o espaço urbano de Abrantes como temos vindo a fazer. Só o fazemos por manifesta falta de alternativas”, disse o vereador, referindo-se às centenas de veículos pesados que diariamente saem do seu concelho em direcção à A23, passando pelo centro da cidade ribatejana.José Fernando Coelho afirmou que isso só acontece porque as empresas instaladas no seu concelho – algumas de grande dimensão – necessitam, “como do pão para a boca”, de ter uma ligação rápida a uma auto-estrada e a mais próxima é a A23.“As acessibilidades são cada vez mais importantes porque a guerra da indústria ganha-se minimizando custos e o custo do transporte é cada vez maior”, ressalvou o vereador da Câmara de Ponte de Sôr.Segundo o autarca, hoje demora-se três vezes mais tempo a fazer a meia dúzia de quilómetros que separam o Rossio ao Sul do Tejo, onde está a actual ponte, da A23, do que de Ponte de Sôr até ali.Um dado já antes salientado por Nelson Carvalho que, socorrendo-se de dezenas de fotos, mostrou quão angustiante e moroso pode ser o percurso desde a zona de Arreciadas até Alferrarede.“O Governo percebeu que esta travessia é primordial não só a nível local mas também regional e nacional. Porque ao mesmo tempo que acaba com o trânsito caótico na nacional 2, privilegia a ligação do Alentejo Norte a uma via rápida”. Uma forma diplomática de criticar a pretensão de concelhos vizinhos (Constância e Barquinha) em terem a ponte “à porta de casa”.Satisfeitos com a decisão do Governo, os autarcas de Abrantes e Ponte de Sôr avisam no entanto que “projectos destes não podem parar no tempo e ficar fechados em gavetas”.É por isso que estão dispostos a fazer “as pressões que tiverem de ser feitas” para que o troço do IC9 avance rapidamente e a nova ponte sobre o Tejo esteja a funcionar no mais curto espaço de tempo.Margarida Cabeleira
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