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Ambulâncias das juntas à beira do fim

Ambulâncias das juntas à beira do fim

Serviço criado em freguesias rurais está a dar prejuízos incomportáveis

Eram um bem para a população e uma fonte de rendimento para as juntas de freguesia, mas agora as ambulâncias estão a tornar-se uma fonte de problemas.

Edição de 31.05.2006 | Sociedade
A Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo já decidiu. O serviço de ambulâncias é para extinguir. E rapidamente. A falta de trabalho no transporte de doentes da freguesia para tratamentos e consultas nos hospitais tem vindo a cair. Por mês a autarquia do concelho de Almeirim já acumula prejuízos na ordem dos 1.250 euros. É o fim de um serviço criado no final na década de 70 para suprir as dificuldades de transporte das pessoas. As dificuldades estão a atingir outras freguesias da Lezíria do Tejo, onde esta actividade tem mais expressão. É o caso das juntas de freguesia de Fazendas de Almeirim e de Alcanhões (Santarém).Das três ambulâncias de Alcanhões só uma está a fazer transportes de doentes da freguesia para tratamentos de fisioterapia, através de requisição do centro de saúde. O presidente da junta, Luís Justino, vai mantendo o serviço enquanto puder porque o considera de grande importância para a população. Mas a situação não está fácil. Actualmente o pagamento do transporte de doentes já nem dá para o gasóleo. Ronda os 200 a 500 euros mensais. Em Novembro, recorda o autarca, a autarquia gastou 500 euros em combustíveis e pagou 800 euros ao motorista. Os recebimentos totalizaram cerca de 800 euros. O presidente da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim, Manuel Bastos Martins, tem vindo a reduzir a frota. Das quatro viaturas, uma foi vendida para a sucata e outra foi oferecida a uma corporação de bombeiros de Cabo Verde. “Temos trabalho para uma e mal”, lamenta-se, explicando que fazem-se quatro serviços por semana quando antes se fazia mais que esse número por dia. Por isso Manuel Bastos Martins está a ponderar acabar definitivamente com este encargo. Além de um benefício para a população, as auto-macas eram também uma fonte de rendimento. Que nos últimos anos já vinha a decrescer. A machadada final começou a ser dada quando o Hospital de Santarém começou a entregar os serviços de transferência de doentes para outras unidades de saúde a corporações de bombeiros. O que representou uma quebra de mais de metade da actividade. “As ambulâncias já foram uma fonte de rendimento para a junta e agora são uma fonte de problemas”, desabafa Manuel Bastos Martins.
Ambulâncias das juntas à beira do fim

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