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Farmácia assaltada à mão armada

Ameaçaram proprietário com pistolas em Santo Estêvão (Benavente)

Dois homens armados e sem disfarces assaltaram a farmácia de Santo Estêvão. Levaram todo o dinheiro da caixa e vários óculos de sol.

Edição de 31.05.2006 | Sociedade
O proprietário da única farmácia de Santo Estêvão, concelho de Benavente, não ganhou para o susto quando na sexta-feira viu duas pistolas apontadas na sua direcção. Os assaltantes levaram todo o dinheiro que tinha na caixa e vários óculos de sol de um expositor. O prejuízo total será superior a 1500 euros.A farmácia Almansor já tinha encerrado, quando cerca das 22h45, dois homens, com sotaque brasileiro e sem qualquer disfarce, pediram ao proprietário para abrir a porta porque tinham uma receita urgente para aquisição de insulina para a esposa de um dos indivíduos.José Rosa Ganchinho, 72 anos, confiou na boa fé dos homens e, sem receios, abriu a porta. De imediato foi ameaçado e assaltado sem que os indivíduos o agredissem.“Do mal ao menos, o meu pai ficar bem já foi bom”, explica a O MIRANTE José Ganchinho, filho e sócio da vítima.Segundo a nossa fonte, o proprietário abriu a porta com naturalidade porque os homens não lhe levantaram desconfiança. Ao lado da farmácia estavam muitas pessoas numa esplanada de um bar, mas ninguém se terá apercebido do assalto.Os dois homens puseram-se em fuga e até ao fecho desta edição ainda não tinham sido localizados. A Polícia Judiciária está a investigar o assalto porque houve intervenção de armas. As duas pistolas “castanhas” aparentavam ser de calibre superior às armas de defesa pessoal mais frequentes.Os proprietários da farmácia contam com a colaboração de uma empresa de segurança privada (Vigistêvão) que accionam sempre que duvidam dos clientes fora de horas. Desta vez, José Rosa Ganchinho não o fez. O filho e sócio admite vir a estudar um sistema de segurança reforçado que permita o atendimento sem que o cliente entre na farmácia.A pacata aldeia de Santo Estêvão ficou alarmada com o assalto e alguns populares recuperaram a reivindicação do posto da GNR criado há mais de 55 anos e que continua por instalar. A aldeia é patrulhada por militares do posto de Benavente que estão a mais de 17 quilómetros e não têm recursos suficientes. O nó rodoviário que faz a ligação à A13 e a proximidade de Lisboa fizeram subir a criminalidade na zona com vários assaltos a residências e quintas. Os assaltantes têm agora melhores condições para fugir.

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