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Problemas ambientais continuam no Alviela

Intervenção na ETAR e na rede de colectores exige investimento avultado
Edição de 31.05.2006 | Sociedade
Numa altura em que se celebra o tema do ambiente na praia fluvial dos Olhos de Água, as descargas poluentes no rio Alviela continuam a marcar a agenda política local. A preocupação aumenta ao ritmo do número de peixes que são encontrados mortos e à medida que se descobrem soluções que, na prática, não podem ser aplicadas porque o investimento é muito avultado. “O Alviela foi considerado problema político nacional até aos anos 90”, mas depois isso deixou de acontecer, “o que deu origem a uma paragem nos investimentos, à degradação dos equipamentos e ao retrocesso na despoluição do rio”, explica o vice-presidente da Câmara Municipal de Alcanena.Eduardo Marcelino garante que existem projectos para a recuperação da rede de colectores e para a reparação dos problemas técnicos da ETAR de Alcanena, mas adianta que “as intervenções exigem investimentos avultados” e que sem o auxílio do Estado pouco se poderá fazer: “Sem vontade política vai ser difícil”, diz o autarca.Nos últimos tempos foi criada uma comissão de acompanhamento do processo de despoluição do Alviela, composta por representantes das autarquias de Alcanena e Santarém. O objectivo é juntar esforços para encontrar soluções para a despoluição do Alviela e forçar o Governo a ponderar a sua política em relação a este problema.“Numa primeira fase tem-se procurado fazer a aproximação dos responsáveis. Não é fácil, de um momento para o outro, concelhos que têm estado de costas voltadas estarem a falar a mesma linguagem. Mas estou muito optimista, porque há vontade de se encontrarem plataformas de entendimento”, diz Eduardo Marcelino.Os dados estão lançados, agora resta esperar pela contribuição do Governo num problema que se arrasta e tende a causar cada vez mais estragos, colocando em causa o ambiente e a qualidade de vida das populações.Carla Paixão

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