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Sentido único polémico

Sentido único polémico

Moradores da rua da Estação contra alteração ao trânsito em Alverca

Os moradores e comerciantes da rua da Estação em Alverca estão contra o sentido único aprovado pela assembleia de freguesia e exigem ser ouvidos. A Câmara de Vila Franca aprovou a criação de uma comissão para estudar o assunto

Edição de 31.05.2006 | Sociedade
Os moradores da avenida Infante Dom Pedro, mais conhecida por rua da Estação, em Alverca, estão contra a supressão de um dos sentidos da via. Queixam-se de não terem sido ouvidos enquanto parte interessada e defendem que a alteração vai prejudicar os que residem na rua e que, em alguns casos, terão de percorrer mais de dois quilómetros para aceder às suas casas. Aprovada em assembleia de freguesia, no passado dia 21 de Abril, a alteração ao regulamento implica a supressão do trânsito no sentido ascendente do troço da via, entre a estação da CP e o cruzamento com rua Vilar Queirós. A alteração foi proposta pela Junta de Freguesia de Alverca que entendeu que esta é uma alteração necessária para a segurança de uma rua caracterizada pelo trânsito caótico.Salvador Barbosa, morador e proprietário de um estabelecimento na rua, não concorda com as justificações da autarquia. “Sabemos que a situação é péssima, mas isto não resolve. Não é a atirar com os moradores para a rotunda do Jumbo que se resolve o problema”, defende. Isilda Moço, outra moradora da rua da Estação, critica a junta de freguesia por não ter ouvido quem usa a rua diariamente. A moradora explica que os residentes vão ter que passar a percorrer mais de dois quilómetros, ida e volta, até à rotunda do Jumbo para poderem entrar na rua. “Quer para ir ao centro da cidade quer para procurar um lugar na nossa rua temos que ir quase aos limites da cidade para voltar à mesma rua! E ainda vamos entupir mais uma rotunda já por si complicada”, refere indignada. Para os moradores a solução passa pelo cumprimento do regulamento de trânsito que proíbe o estacionamento do lado esquerdo da via. Actualmente, ninguém respeita os sinais de estacionamento proibido existentes “e nem a polícia faz nada”, adiantam os moradores. A rua da Estação é usada como estacionamento pelos moradores, já que a maioria não tem garagens próprias, e pelos muitos utentes que diariamente utilizam a estação da CP. “Não há dúvida que a maioria dos lugares é usada por quem frequenta a estação, porque ao fim de semana são muito menos os carros estacionados”, refere Isilda Moço. Pareceres favoráveis das entidadesPara o presidente da Junta de Freguesia de Alverca a solução escolhida pela Assembleia de Freguesia é a que “apresenta mais garantias de segurança”. Afonso Costa acrescenta que a proposta de proibir o estacionamento do lado esquerdo foi também apresentada pela junta, mas a assembleia optou pela supressão de um dos sentidos do trânsito.O autarca adianta que a junta de freguesia solicitou pareceres à Rodoviária de Lisboa e à Boa Viagem que utilizam a rua, à GNR e aos bombeiros que foram “unânimes ao considerarem esta a melhor solução para a circulação na via”. Os moradores questionam os argumentos da junta, defendendo que a principal razão desta medida é criar bolsas de estacionamento. “Fala-se em segurança, então e as passadeiras? Não existe uma sequer nesta rua”, critica Venceslau Catarrinho.Luísa Barbosa, ironiza com indignação: “deitem os prédios abaixo para fazer estacionamento. Nós é que estamos aqui a mais!”. E acrescenta “esta é mesmo uma daquelas decisões tomadas em cima do joelho sem se pensar em nada”.
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