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Espaço União para unir Vilafranquenses

Espaço União para unir Vilafranquenses

Tertúlia comemora 50 anos do UDV no antigo café Paramês

O histórico Café Paramês acolhe o espaço União Vilafranquense com uma exposição retrospectiva dos 50 anos num ambiente de tertúlia no centro de Vila Franca.

Edição de 04.10.2006 | Cultura e Lazer
“Sempre Unidos Venceremos”. O lema do União Desportiva Vilafranquense (UDV) poderá ser o grito de ordem para evitar a morte do clube que está a comemorar 50 anos de uma vida cheia de êxitos e glórias. O espaço União, no centro da cidade, foi aberto no sábado numa cerimónia que juntou algumas dezenas de sócios e amigos do Vilafranquense, autarcas e forças vivas.A nostalgia tomou conta de Filberto Barquinha, o primeiro vice-presidente do União e um dos fundadores que acompanhou o saudoso presidente Vidal Baptista nos primeiros passos do UDV. As memórias estampadas nas fotos mais antigas, expostas no antigo Café Paramês, avivam momentos inesquecíveis num tempo em que “tudo era mais puro”.“Vila Franca era uma família e o desporto era saudável. A rivalidade não era doentia”, explica Filberto Barquinha com a autoridade dos seus 82 anos e de um passado muito marcado pelo desporto e por Vila Franca.O antigo presidente do Águia Sport Clube- um dos quatro clubes que deu origem ao União- recorda-se de ir buscar os rapazes à taberna para jogarem à bola. “O campo do Águia estava sempre aberto”, lembra. Os jogos na III Divisão Nacional e na I Distrital eram quentinhos e, algumas vezes, o presidente do Águia teve de usar diplomacia para acalmar os adeptos mais nervosos e agressivos. Filberto Barquinha foi obrigado a deixar Vila Franca, em 1973, por razões de saúde e neste regresso à terra ficou preocupado com o estado do seu União. “Tenho ouvido relatos, mas não pensava que a situação fosse tão má. Espero que os unionistas e esta cidade ajudem o clube a vencer esta fase complicada. Gostava de ajudar, mas já não tenho saúde”, lamenta o antigo bancário e político. Filberto Barquinha foi presidente da Câmara Municipal de Mafra no mandato 1979-1982. Saudade, preocupação e esperança foram palavras marcantes na abertura do espaço criado para unir os amigos do UDV. Durante a feira, que termina no domingo, o antigo café Paramês está transformado numa tertúlia onde se pode beber um copo, comer uma bifana e matar saudades através da exposição retrospectiva dos 50 anos do UDV.Esta é mais uma iniciativa da comissão dinamizadora que propôs realizar 50 eventos até ao dia 12 de Abril de 2007. Uma gala comemorativa dos 50 anos será o culminar de um ano de eventos para mostrar que o União está vivo.O presidente da junta, José Fidalgo deu a mão aos amigos do União e disponibilizou-se para continuar a servir o clube. “Temos de estar unidos para vencer”, alertou. A presidente da câmara não escondeu a gravidade da situação do UDV. “Não se pode dar os parabéns pelos 50 anos e esquecer ou ignorar os problemas que estão para lá da festa”, referiu. O União Desportiva Vilafranquense nasceu a 12 de Abril de 1957 por vontade dos sócios do Grupo de Futebol Operário, Águia, Ginásio e Hóquei Clube Vilafranquense. Os quatro clubes viviam momentos complicados e, já nessa altura, a união foi a solução encontrada para contrariar a sua morte lenta.
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