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Pelos caminhos de Portugal

Pelos caminhos de Portugal

Salão do Artesanato com 90 artistas a trabalhar ao vivo em Vila Franca

A viagem pelo Salão do Artesanato de Vila Franca permite percorrer Portugal de lés a lés e conhecer o que de melhor se faz com a arte manual.

Edição de 04.10.2006 | Cultura e Lazer
As mais genuínas tradições portuguesas estão representadas no Parque Urbano de Vila Franca de Xira. O XXVI Salão de Artesanato reúne cerca de 90 artesãos do norte ao sul do país que mostram ao vivo a sua arte.A Região Autónoma da Madeira dá as boas vindas a quem visita o salão. Os conhecidos vinhos da Madeira, os doces e até os famosos brincos estão aqui para levar os visitantes até à Pérola do Atlântico. A também famosa poncha – a bebida que os pescadores bebem para aquecer quando vão para o alto mar – é o ex-libris do stand. Para acompanhar estão lá também os rebuçados de funcho e o bolo de mel com o sabor da cana do açúcar. A gastronomia é, de resto, uma constante no salão, com especial destaque para os doces conventuais do Alentejo, os ovos moles de Aveiro e os Dom Rodrigo do Algarve. A variedade de artigos expostos é enorme: desde os instrumentos de corda de Felgueiras, à cestaria de Santarém, passando pelas peles de Monforte. Mas em terras ribatejanas os artigos ligados à festa brava têm um lugar privilegiado.Luís Campino é um dos seus embaixadores. No Salão do Artesanato o embolador do Cartaxo dedica-se a fazer bandarilhas em miniatura, mas à venda tem em tamanho original, ao lado de cornos, ferraduras e barretes de campino. Há sete anos que participa para mostrar um pouco da arte que aprendeu há já 40 anos.Do norte de Portugal, de Caminha, José Maria traz os seus trabalhos em cobre. Vem ao Salão de Artesanato de Vila Franca há 12 anos e para esta edição trouxe uma réplica de um objecto muito especial.Uma caravela que ofereceu em 1969 a Amália Rodrigues e que agora voltou às suas mãos para restaurar. Embora não se tenha atrevido a trazer o original, José Maria, de 68 anos, trouxe os testemunhos fotográficos que mostra orgulhoso a quem se interessa pela arte que conhece há mais de 50 anos. Entre os estanhos de Ourém e os doces de Serpa um stand chama a atenção pelo colorido. São dezenas de bonecas de trapos que contam as histórias do imaginário infantil.No mesmo boneco temos de um lado o Capuchinho Vermelho, do outro a Avozinha e o Lobo Mau, ou de um lado a Bela e do outro o Monstro e o Príncipe. Fátima Ruas vem de São João de Areias, distrito de Viseu, em representação do grupo de mulheres que se dedica a recuperar as bonecas de trapos do tempo das nossas avós. Reconhecendo que hoje em dia as crianças não dão muita importância a estes brinquedos, a artesã diz que “a maior parte das vezes são as pessoas mais velhas” que se deliciam com as bonecas. A filigrana tão característica do norte do país está também representada no Salão de Artesanato, com Carlos Ribeiro de Matosinhos, tal como a tecelagem de Almalaguês, Coimbra, trazida por Rosalina Silva. Quem quiser encontrar tratamentos alternativos ou precisar de milagres para “levantar o pau” pode sempre recorrer ao stand de Vilar de Perdizes onde há chás, licores e óleos com as mais diversas finalidades.
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