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Um bom exemplo

Edição de 04.10.2006 | Cultura e Lazer
Vila Franca de Xira é a mais aficionada das terras ribatejanas. Consciente dos valores da tradição e do que a festa dos toiros pode representar para a imagem do concelho no país e no estrangeiro, a presidente da câmara municipal resolveu promover um jantar debate com cerca de trinta aficionados, para provocar a discussão e o debate de ideias.Juntando várias sensibilidades, artistas, políticos e outras figuras da terra e da região ligadas à festa, Maria da Luz Rosinha conseguiu um feito quase inédito: provocar a discussão sobre a festa dos toiros em Vila Franca de Xira sem que as vozes e as almas se alterassem ( se embravecessem, apetece escrever) mais do que é normal noutras situações. O facto de Rosinha ter chamado a si a moderação do debate e de, na noite de quarta-feira, ter o peito cheio para ouvir com serenidade as crticas mais ou menos veladas à sua pessoa e à autarquia, foi importante para o êxito da iniciativa e para o convívio salutar entre os presentes. Fazer coincidir entre aficionados opiniões sobre o futuro da festa dos toiros é tão difícil como explicar a um não aficionado as razões porque se gosta da festa brava. Por uma noite Maria da Luz Rosinha esqueceu os problemas mais urgentes com as obras, o pessoal da autarquia, os esgotos que correm para o Tejo, os problemas sociais no concelho, e deu o pontapé de saída para que o debate à volta da festa, e do futuro da festa, traga mais vantagens para a cidade taurina que é Vila Franca de Xira.Quem já anda há muitos anos nestas andanças sabe que a organização deste tipo de encontros não vai além do primeiro. Depois do bom exemplo que deu com esta iniciativa, Maria da Luz Rosinha pode e deve continuar a promover estes debates de ideias mas entregando a moderação do mesmo aos líderes do associativismo local. De outra forma os críticos do costume vão continuar a achar que o Poder tem a costas largas para levar em cima com todas as culpas do que corre mal ou vai menos bem. A má língua e a cr ítica fácil estão instaladas na casa onde todos ralham e ninguém tem razão. Ser aficionado é muito mais do que gostar de toiros e de touradas. O esforço da autarquia e o exemplo que a presidente de câmara quis dar para a sociedade civil deveriam ter uma resposta à altura por parte dos aficionados vila-franquenses.JAE

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