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A geração dos “entalados”

Edição de 04.10.2006 | Economia
Os trabalhadores que hoje têm entre 25 e 50 anos “podem ter quase a certeza absoluta de que quando chegar a sua vez de receber a sua pensão vai haver muito pouco para dar”, disse o ex-secretário de Estado do Trabalho, referindo-se àquela faixa etária como “a geração dos entalados”.Enquanto vice-presidente do PSD, Pais Antunes não se coibiu de falar das virtudes do modelo defendido pelo seu partido para o futuro da Segurança Social. “Defendemos que parte do montante das contribuições deveria ir para uma espécie de caixa individual capitalizada, um plano poupança reforma, como componente alternativa que dependerá daquilo que cada um ganhar ao longo da sua vida activa. A outra parte entrava no bolo geral das pensões”.Ferraz da Costa, por seu lado, alertou para o que considera serem injustiças gritantes existentes nos diversos sistemas de pensões. “O da função pública é francamente mais generoso do que a Segurança Social. E o do grupo dos regimes gerais, onde estão os políticos e algumas outras profissões, ainda consegue ser o mais generoso de todos. Basta lembrar os notários, que concentram escrituras no último mês antes da reforma para receberem uma pensão duas vezes superior à do Presidente da República”.O antigo “patrão” da CIP chamou ainda a atenção para as consequências desta situação nas gerações vindouras. “Temos uma bomba ao retardador, que há-de rebentar daqui a uns anos e com todos os governos da sua época a terem o terror de tomar uma decisão a esse respeito”, disse, referindo que muitos já perceberam a situação e estão a emigrar. “Qualquer dia estamos com níveis de emigração semelhantes aos dos anos 60”.

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