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“Empresários têm de fazer pela vida”

“Empresários têm de fazer pela vida”

Secretário de Estado da Presidência homenageado na inauguração da Fersant
Edição de 04.10.2006 | Economia
Apesar do panorama económico nacional, os empresários da região devem adoptar uma postura de confiança e apostar na expansão das suas empresas. Foi esta a mensagem deixada pelo secretário de Estado da Presidência, durante a cerimónia de inauguração da XVII Feira Empresarial da Região de Santarém, na passada sexta-feira, em Torres Novas. Altura em que foi distinguido com a medalha de mérito da Nersant, pela sua “dedicação e respeito” à associação durante a última década.Jorge Lacão alertou os empresários para as possibilidades do próximo QREN e desafiou-os a “fazer pela vida”, através da qualificação dos recursos humanos e da modernização económica. Os factores que vão pautar os objectivos estratégicos do Governo durante o próximo ciclo de apoios comunitários, que se inicia em 2007.No que se refere à valorização dos recursos humanos, Jorge Lacão salienta a importância da educação, da formação profissional, e da investigação científica para o progresso empresarial. E para se atingir o objectivo da modernização económica, o secretário de Estado diz que é preciso apostar na inovação e nos factores da competitividade.Jorge Lacão fez também referência à necessidade de se desenvolverem parcerias público–privadas, nomeadamente no quadro dos programas operacionais de base regional, através de uma “concertação entre as autarquias e os agentes económicos regionais” de forma a que “ambos possam cooperar na definição de objectivos estratégicos comuns”.As palavras do secretário de Estado servem para incentivar um tecido empresarial pouco confiante no futuro. Que segundo o presidente da direcção da Nersant, José Eduardo Carvalho, reflecte a situação económica do país e poderá servir de explicação para o possível fracasso da XVII Fersant. “O sucesso ou insucesso das feiras depende muito da situação económica do país. Quando o país está em crescimento, normalmente este tipo de feiras tem uma adesão forte. Quando a economia decresce, as coisas arrefecem, e também retrocede o entusiasmo pela promoção das empresas. Neste momento estamos numa fase de transição, por isso é natural que a feira não tenha o esplendor de outros tempos”, admite José Eduardo Carvalho.Ainda assim, o presidente da Nersant acredita que os próximos tempos serão de bonança, se os empresários aceitarem os desafios que se avizinham: “Os próximos sete anos precisam de uma estratégia e de um plano, que poderá ser incompreendido ou contar com o menor entusiasmo de algum sector dos empresários, mas é o caminho certo”. Eixos estratégicos que passam pela actuação da associação em sectores como a inovação e desenvolvimento tecnológico, empreendedorismo, cooperação empresarial, internacionalização das empresas, qualificação dos recursos humanos, financiamento das PME, melhoria do envolvimento externo da actividade empresarial, e finalmente, as parcerias público–privadas.Durante a visita aos cerca de cem expositores representados no certame, foram essencialmente estas as mensagens deixadas pela comitiva de boas vindas encabeçada por Jorge Lacão, que se fez acompanhar do governador civil de Santarém, Paulo Fonseca, e de vários membros da direcção da Nersant. O presidente da Câmara de Torres Novas, António Rodrigues (PS), presidiu à cerimónia de inauguração da feira.Carla Paixão
“Empresários têm de fazer pela vida”

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