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Negociações de bastidores prejudicam CULT

Negociações de bastidores prejudicam CULT

Miguel Relvas considera que as polémicas se devem a jogos de sombras

O mentor das comunidades urbanas diz que os autarcas da região se escondem na sombra e combinam decisões entre eles.

Edição de 04.10.2006 | Política
As polémicas relacionadas com o concurso da CULT (Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo) para escolha do parceiro privado para a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo acontecem porque os autarcas da Lezíria estão habituados a negociações de bastidores. A opinião é do ex-secretário de Estado da Administração Local (entre 2002 e 2004) e mentor das comunidades urbanas, Miguel Relvas. O ex-governante, que é também deputado do PSD e presidente da Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo, diz que na Lezíria os autarcas “habituaram-se a funcionar em monopólio e na sombra, nos camarins da política”. E considera que as polémicas à volta do concurso - que já motivou duas providências cautelares no Tribunal Administrativo de Leiria a exigir a sua anulação – só acontecem porque as decisões na CULT são feitas às escondidas. Miguel Relvas acrescenta que “não há bom senso” no seio da CULT. E que o que se tem passado “não dignifica os responsáveis políticos”. Sublinha que o que se passa na Lezíria do Tejo é único no país, já que as outras comunidades urbanas estão a “funcionar bem”.O político critica ainda a posição da presidente da Assembleia da CULT e secretária de Estado da Reabilitação, a socialista Idália Moniz, por esta ter vindo a público dizer que há coisas que devem ser tratadas dentro da comunidade urbana e não devem vir para a praça pública. “Quem representa eleitores só pode ser claro e transparente. Na administração pública até o que é privado deve ser público”, considerou Miguel Relvas. Idália Moniz criticou na semana passada o facto de as posições tomadas pelo presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores (PSD), e pelo eleito socialista da assembleia da CULT Armindo Bento terem sido tornadas públicas antes de terem sido discutidas internamente. Posições que tiveram como alvo sobretudo o administrador executivo da CULT, António Torres, de quem Moita Flores pediu a demissão. Relvas considera que Moita Flores (PSD) pretende transparência no seio da CULT e deixa uma reprimenda a Idália Moniz, por quem diz nutrir simpatia pessoal: “Não pode dizer que não se pode discutir determinadas coisas em público porque em democracia tudo é público”. Acrescenta que “os autarcas desta região estão mal habituados. Estão acostumados a combinar as decisões entre eles”. “Os autarcas socialistas e a presidente da Assembleia da CULT esquecem-se que hoje a comunidade urbana não é mais a realidade dos municípios dos últimos 30 anos. Os jogos de bastidores já foram transformados numa administração aberta”, sublinha. E deixa o aviso: “Têm que começar a respeitar a força de Santarém como capital de distrito e motor da região”.
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