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Presidente ausente

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António Paiva refuta críticas às suas faltas e diz que a Câmara de Tomar é bem gerida

Nos últimos seis meses o presidente da Câmara de Tomar faltou a metade das reuniões do executivo. A situação já é alvo de críticas.

Edição de 04.10.2006 | Política
Desde que assumiu funções em Bruxelas, em Março último, o presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), falhou a oito das 15 reuniões do executivo camarário. A última a que presidiu remonta a 8 de Agosto, já lá vão quase dois meses.A ausência de António Paiva, não só das reuniões camarárias mas também da própria autarquia, e as sucessivas viagens que tem feito já levaram alguns funcionários de diversos serviços a questionar, em surdina, a eficácia da gestão diária do município.Segundo confidenciaram a O MIRANTE, há até na autarquia quem já tenha feito contas ao tempo que o presidente passou, nos últimos meses, fora do município, chegando à conclusão que, em média, António Paiva está na câmara apenas dois dias por semana.Enquanto presidente da Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT), António Paiva também tem falhado algumas reuniões importantes. Como a do primeiro plenário da comissão de acompanhamento do Plano Regional de Ordenamento do Território (do Oeste e Vale do Tejo), realizada na semana passada em Constância.A ausência do presidente da CUMT foi notada por outros autarcas, que lamentaram na altura o facto de o Médio Tejo estar pouco representado (por exemplo, António Rodrigues, presidente da Câmara de Torres Novas e vice-presidente da CUMT também não compareceu).António Paiva admite ter uma agenda sobrecarregada, mas refuta quaisquer críticas sobre a sua gestão autárquica. “A Câmara de Tomar está a ser bem gerida”, disse a O MIRANTE, visivelmente agastado com a questão.O presidente do município confirma as faltas às reuniões, justificadas por outros compromissos, mas salienta não ter faltado a uma reunião preparatória (com a maioria social-democrata). “Estou a par de todos os assuntos agendados para as reuniões a que faltei e sei perfeitamente o que vai a discussão”, refere ao nosso jornal, lançando mesmo um repto – “diga-me um assunto que tenha ido a uma das reuniões que eu faltei, que eu explico-lho ao pormenor”.Apesar de considerar que o município continua a ser bem gerido, António Paiva admite que tem tido nos últimos tempos, uma agenda sobrecarregada, devido às funções que exerce fora da câmara. Enquanto presidente da comissão dos assuntos constitucionais, no âmbito do Comité das Regiões da União Europeia, António Paiva tem reuniões plenárias de dois em dois meses. E antes tem de realizar reuniões preparatórias com os serviços e com os grupos políticos.“Antes de ser presidente gastava apenas dois dias em Bruxelas, agora tenho de lá ficar mais tempo”, diz, adiantando que às reuniões da comissão dos assuntos constitucionais há ainda a acrescentar os cinco plenários anuais da comissão de coesão territorial, da qual faz também parte.Na agenda tem ainda de marcar não só as reuniões da Junta da Comunidade Urbana do Médio Tejo como também outros encontros com os diversos serviços, para preparar os planos de actividade. Sobre o impacto que estas ausências podem ter na sua imagem política, junto dos eleitores do concelho, António Paiva diz-se tranquilo. Porque “a câmara está a ser muito bem gerida”.Margarida Cabeleira
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