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PS acusa PSD de prejudicar coesão da CULT

Edição de 04.10.2006 | Política
O PS de Santarém acusou o PSD e o presidente da câmara escalabitana de tentarem prejudicar a coesão da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT) devido ao polémico concurso para as águas e saneamento da região.Em comunicado, os socialistas classificam de "leviana e demagógica" a posição do PSD local, que na semana anterior havia manifestado solidariedade com o pedido de demissão do administrador da CULT António Torres feito pelo presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD)."A pretexto de um ataque pessoal" movido pelo autarca, "o PSD promove um estranho processo de vitimização com o propósito claro de ludibriar a opinião pública e destruir a coesão da CULT", acusa o PS. Anteriormente, o PSD de Santarém acusou em comunicado a direcção da CULT de estar a forçar a saída do concelho daquela estrutura.A CULT é uma associação de municípios, a maior parte liderados pelo PS, agregando os concelhos de Almeirim (PS), Alpiarça (PS), Azambuja (PS), Benavente (CDU), Cartaxo (PS), Chamusca (CDU), Coruche (PS), Golegã (PS), Rio Maior (PS), Salvaterra de Magos (BE) e Santarém (PSD)."Só a falta de bom senso político pode levar o PS a pensar que os interesses de Santarém não serão defendidos pelo seu presidente Francisco Moita Flores e serão subjugados aos interesses da Comunidade Urbana", referiu então o PSD.A polémica nasceu depois de Moita Flores ter negociado isoladamente uma série de contrapartidas com o consórcio privado escolhido pela CULT como parceiro na gestão das redes de água e saneamento de nove concelhos da Lezíria do Tejo.A decisão não foi bem aceite por vários autarcas e dois dos consórcios preteridos interpuseram entretanto providências cautelares para anular o concurso.No início de Setembro, Moita Flores pediu a demissão do administrador executivo da CULT. Em resposta, o presidente da CULT, Sousa Gomes (autarca socialista de Almeirim) manifestou "total solidariedade" ao administrador, considerando que as críticas de Moita Flores são um "ataque pessoal escusado".

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