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A Igreja foi ao encontro das pessoas

A Igreja foi ao encontro das pessoas

Paróquia de Marvila inaugurou capela nas Caneiras

A população da aldeia avieira de Caneiras já não tem que andar seis quilómetros para ir à missa, para se casar ou simplesmente para estar perto de Deus.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
A paróquia de Marvila, em Santarém, não ficou à espera que os fiéis fossem ao seu encontro e foi ela ter com as pessoas, ao construir uma capela na povoação ribeirinha de Caneiras, a seis quilómetros da cidade. E a população correspondeu na inauguração realizada na tarde de sábado. Como não cabia toda a gente dentro do novo templo, a cerimónia religiosa decorreu no largo fronteiro ladeado pelas típicas casas palafitas de madeira. O bispo de Santarém chegou ao local, as pessoas sentadas em cadeiras de esplanada levantaram-se e o sacerdote levantou as mãos ao céu em sinal de agradecimento. D. Manuel Pelino Domingues subiu as escadas ao primeiro andar da capela em alvenaria, altura suficiente para não ser inundada pelas cheias do Tejo, e paramentou-se. Desceu dois minutos depois ao largo, onde estava o altar improvisado assente sobre duas coloridas mantas ribatejanas, e começou a missa. Na altura da comunhão o padre de Marvila, Manuel Borges, pede às pessoas que estão preparadas para tomar a hóstia para porem o dedo no ar. Contam-se cinquenta. Na sua homilia o bispo dirigindo-se aos fiéis disse que não é só a capela que se abre neste dia. Abre-se também o coração de cada um para receber a fé. D. Manuel Pelino Domingues sublinhou também que a população fica mais enriquecida com este lugar de culto. “Esta capela é um sinal de Deus na vida humana”, salientou. O bispo falou na aproximação das pessoas ao culto. Ou deste a elas. “Se a igreja fica muito longe dá a impressão que só nos momentos difíceis, nos casamentos, baptizados ou até na morte vamos até lá”, disse para explicar que a Igreja também tem o papel de ir ao encontro das pessoas. D. Manuel falou também da crise de fé. Dizendo que há uma onda de agnosticismo, alertando para o facto de que sem Deus “a vida do Homem fica sem apoio, sem consistência, sem transcendência…”. No fim das palavras o povo agradeceu com um “assim seja”. Porque ficou seis quilómetros mais perto de Deus, da fé. A distância que tinha de percorrer até ao centro da cidade, onde estavam as igrejas mais próximas.
A Igreja foi ao encontro das pessoas

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